sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma micro arqueologia da música eletrônica: ou como o futuro envelheceu.



É surpreendente perceber a aceleração da percepção na era da comunicação instantânea. Como tudo, inclusive a noção de antigo se dobra à aceleração do tempo e dos lugares de uma forma surpreendente. A sucessão desenfreada de mídias, do vinil e cassete passando pelo já antigos CDs DVDs até o recentíssimo Blue-Ray (sob a tutela da já madura internet) torna as coisas em antigas de forma avassaladora. Houve um tempo, hoje aparentemente muito distante, que pensar se sobreviríamos como espécie para alcançar as estrelas ou mesmo resistir à guerra nuclear, eram questões para um tipo de musica hoje absolutamente "velha". Não quero dizer que a sonoridade, acordes e temas precisem ficar atuais para sempre, nem tão pouco comparar momentos passados e presentes num recorte maniqueísta, mas só ressaltar esse ponto, como trinta anos na era digital podem parecer um eternidade quando tomados os produtos midiáticos. O futuro envelheceu e caducou de forma irresistível. O tempo tem que passar! Aliás o espaço-tempo contínuo (se é que você me entende).

Algumas velharias espaciais/nucleares:

VANGELIS


Blade Runner - End Titles (1982)




Espiral (1977)




ISAO TOMITA


Planets - Holst (1976)




MIKE OLDFIELD


Tubular Bells - Part One - 1973 (lembram do Exorcista?...)





JEAN MICHEL JARRE


Equinoxe 5 (1979)




KAFTWERK


Metropolis - 1978 (reparem a sincronia do clip com as cenas do filme homônimo de Fritz Lang)




Radioactivity (1975)







Um comentário:

  1. Estava pensando esses dias como essa evolução por segundo interfere na comunicação das gerações (a cada segundo, ou a cada banda, surge uma nova), me pergunto o q se passava na cabeça de alguém q viu blade runner no cinema. Provavelmente algo muito diferente do q se passa na minha.

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