segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E DEU DILMA: UFA!


Confesso que fiquei seriamente preocupado com o encaminhamento do segundo turno. Temi pela vitória de PSDB/DEM-PFL/SERRA e afins. Não é nenhuma novidade.
Os estranhos rumos que a campanha tomou acirraram a tensão, a virulência dos ataques à candidatura Dilma. Estes foram além de qualquer escala de profusão de medos já tentada pela direita nesse país.
Dramático também perceber a tendência de esquecimento dos sentidos históricos que candidatos e partidos ocupam na história brasileira. Quem era quem durante a ditadura, por exemplo. O que foi essa tal de ditadura? O que veio depois, o que aconteceu em 1989? Quem foi Collor, Itamar e FHC? Tudo pareceu desaparecer por um toque de mágica da grande mídia desse pais. Orwell riria: _ eu te disse, eu te disse! ( ou seria Aldous Huxley a rir?)
Também extremamente preocupante a emergência de um discurso de intolerância religiosa e fortemente moralista - quase medieval. E mais ainda, o apego arraigado de muitos a uma representação midiática quase santificada de Serra (via Globo, Folha de São Paulo, Veja etc). Ignorando, não por falta de recursos de acesso a informação, mas por puro voluntarismo, os significados, resultados de gestões passadas e ideologias dos campos em disputa.
Sim, haviam campos em disputa e interesses além do nome dos dois candidatos. Mas, em meio a refrega, diante das "limitações televisivas" de Dilma e os "escândalos" do PT (e os escândalos do PSDB/PFL ops, DEM?) pareceu mais conveniente jogar a água suja, com bebê e bacia tudo fora.
Temos agora a expectativa de que os próximos 4 anos sejam de aceleração do avanço de conquistas sociais e fortalecimento da auto estima do povo brasileiro. Falo do povo mesmo, desse concreto, que começa a sair do desemprego e da favela e a sonhar com dignidade.
Além de tudo, temos nossa primeira presidente mulher!
Não sou ingênuo a ponto de achar que chegamos ao nirvana da ética, longe disso! Mas acredito num avanço substantivo da possibilidade de observância da ética junto à realpolitik. 
Em certos momentos da vida é preciso acreditar em algo.


Estou torcendo!

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