quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Poesia 4: CHOCOLATE!



CHOCOLATE


Amores secretos em caixas de chocolate
Formas antigas de
Com a boca, sem a fala
Dizer as mesmas coisas

Feitos diversos, gestos pausados
Sabores intensos, bocas sedentas
Há chocolate pelos cantos

Línguas febris
Suas procuras não findam
Se desdobram em ânsias
Em reentrâncias e curvaturas
É o chocolate que escorre

Percorre junto e adentro
Realçando com todos os líquidos
Um corpo
Os contrastes entre branco e negro
De um mistério meio-amargo
Profundo
Devassável
Pulsante
Em desmantelar num momento
O próprio tempo

Vancarder

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