terça-feira, 2 de novembro de 2010

Uma Micro Arqueologia da Música Eletrônica 2: alguns novíssimos herdeiros


Anteriormente, falei um pouco sobre algumas referências setentistas da música eletrônica como: Kraftwerk, Jean Michel Jarre, Vangelis, Mike Oldfield.
Músicas no geral, direcionadas para o desfrute estético e carregada de citações eruditas e que flertavam com o pop em muitos momentos (ou em quase todos). Sobretudo, uma música que dava o tom de certas expectativas sobre a década em que foram escritas e arriscavam apontar eixos de percepção para o futuro. Um tempo sequenciado, tonal e minimalista. Bem, esse tempo passou, o futuro chegou e o tão distante "2001" de Kubrick - Clark já é uma criança de quase dez anos. Nesse passar do tempo a tecnologia também mudou e o tempo industrial de Man-Machine (Kraftwerk) ou Oxygene (Jarre), com nuances diferenciadas, claro, foi superado pelo tempo de um mundo pós-moderno, em rede, plugado e turbinado.
Com o fim da utopia eletropop veio o despontar de novas condicionantes sociais e rítmicas, novos instrumentos e, sobretudo, novos computadores. Dessa forma chegamos a alguns herdeiros daqueles pioneiros dos sintetizadores e sequenciadores (enormes, monstrengos pesados, valvulados e cheios de cabos).


Mas fica a questão, como atualmente tudo muda tão rápido, seria mais correto falar de novos ou novíssimos herdeiros?... Bem, uma coisa parece certa, ao contrário de seus ascendentes, sem nenhuma melancolia, eles vieram pra fazer dançar. 


HOT CHIP, DATA ROCK, FREEZEPOP.











Algo se perdeu? O que se ganhou?...

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