quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Manu Chao: Manifesto EZLN (Exército Zapatista de LIbertação Nacional)

Manu Chao com camisa do EZLN

Notas aleatórias de campo. Um outro tempo, um outro lugar. Curioso perceber a mudança do discurso ao seu redor quando se muda de lugar e de grupo primário de convívio. O antropólogo, mesmo espontâneo, materializa essas impressões e divide com outros que não a experimentaram. No meu caso, me estranhou na minha mudança de cidade, de repente ver-me envolvido por uma realidade na qual, Jorge Ben ou Manu Chao são largamente considerados  como "alternativos" (quando conhecidos), sobretudo pelo público jovem. Não que não o sejam, diante de um cenário onde a maioria das pessoas está atrás de sons mais "acessíveis" e "conhecidos".
Me chamou particularmente a atenção, frente a experiência de convívio anterior com o grupo de onde venho, que simplesmente o termo "alternativo" não era utilizado para esse tipo de música (ou mesmo cinema). E se me perguntassem antes, como eu, ou alguém do meu grupo mais próximo,  chamaria esse tipo de música ou estilo, eu diria, "não chamaria", pois estava imerso num grande ambiente onde conhecer e vivenciar essas referências seria lugar comum.
Claro, provavelmente no meu lugar de origem, minha maneira de ver as coisas seria minoria também, mas assusta quando de repente você se vê convivendo num circuito onde as rotulações se voltam para coisas que lhe são caras e que antes, simplesmente, passavam desapercebidas.

A propósito: Sábado, dia 29/01/11, vai ter show de Manu Chao na Praia de Tambaú, João Pessoa, Paraíba.

Mais do que um show, pra mim um manifesto. Uma oportunidade de vivenciar pedaços de velhos sonhos de uma alma inquieta, que de vez em quando acredita em mudar o mundo e se emociona com os próprios fracassos.
Estará cheio, último dia de férias. Pelo menos mais gente terá a chance de vivenciar algo "alternativo", talvez algo mude...





Nenhum comentário:

Postar um comentário