domingo, 9 de janeiro de 2011

Terráqueos (Earthlings ) - Documentário



Domingo, quase meio dia, preguiça profunda e uma pulga atrás da orelha. Uma não, umas 400 depois que assisti a "Terráqueos" (Earthlings). Ficha técnica
Na linha do documentário a "Carne é Fraca" do Instituto Nina Rosa, Terráqueos revela parte da extrema crueldade como os animais são tratados para fornecer a carne, couro e mesmo seus corpos em experiências médicas para "benefício" humano. O filme conta com a narração de Joaquim Phoenix e trilha sonora de Moby (B Side).
Ao ver as cenas colhidas em matadouros, mercados, unidades de beneficiamento de peles, laboratórios, secretamente, ao longo de cinco anos, é impossível não questionar nossa superior "humanidade", valores, cultura, moral, enfim, todo o pacote.


Como visto no documentário do post anterior, "A Era da Estupidez", o hábito massivo de consumir carne, associada a uma profunda visão antropocêntrica da natureza ajuda a alimentar um comportamento civilizacional extremamente destrutivo, suicida, ao por em risco de forma crítica o meio ambiente global. 
Antes do leitor taxar esse tipo de perspectiva de catastrofista e rejeitar o argumento é preciso lembrar que é evidente a necessidade de alimentar milhões de pessoas que ainda passam fome no mundo, a questão é que frente ao colapso ambiental fazê-lo com carne, pelo menos prioritariamente, não é uma solução. Nem tão pouco é aceitável, frente ao aquecimento global, o crescimento das taxas de produção de rebanhos e pesca industrial nos mares.


Tocar na questão da redução ou mesmo na interrupção do consumo de carne e peixes provoca reações muitas vezes coléricas de muitos. Entendo, a cultura de consumo é extremamente arraigada, e frequentemente, sua interrupção só se dá pro ordens médicas. 
A questão é que toda cultura, valor ou tradição pode ser mudada. E com o tempo, fatalmente o são. Não é mais eticamente aceitável a continuidade dessa brutal realidade.
Sim como carne, gosto, mas estou reduzindo e me preocupo. Tento conviver com meu cinismo e pelo menos parte da culpa... e assim segue a humanidade.
A propósito, conceito de "humanidade" está em questão.
       








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