quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Maria Gadú, Mallu Magalhães e Xuxa: uma micro-história do "criancês" na música brasileira



A propósito de post anterior sobre a ascensão da "geração Y" na cena de consumo da música pop/rock (ver aqui) segue pequena nota que peguei na Folha sobre os talentos precoces Maria Gadú e Mallu Magalhães. Em tempos de Shimbalaiê" e "Tchubaruba", uma juventude totalmente algodão doce. Culpa da Xuxa, também...

Peguei na Folha: Aqui


"Shimbalaiê" e "Tchubaruba" compõem gênero musical "criancês"


IVAN FINOTTI
DE SÃO PAULO


Chama a atenção que a poeta Maria Gadú, nascida Mayra Corrêa Aygadoux, tenha encolhido seu complexo sobrenome francês para uma palavrinha tão simples que qualquer bebê pode balbuciar. De Aygadoux para Gadú fica mais fácil, é certo.
Mas por que alguém cuja profissão é criar imagens literárias, como "Quanto tempo leva pra aprender/ Que uma flor tem vida ao nascer", não pode respeitar uma das mais básicas regrinhas da língua portuguesa (acentuam-se as oxítonas terminadas em "a", "e" e "o", mas não as terminadas em "i" e "u" quando precedidos de consoantes)?
A segunda coisa que chama a atenção em Maria Gadúúúú é que seu maior sucesso é uma palavra que, segundo ela, não significa nada. Chama-se "Shimbalaiê", canção que ela escreveu aos dez anos (hoje tem 24).
O que nos remete a outro sucesso de outra menina-moça, a Mallu Magalhães (não Mallúúúú), 18, cujo primeiro single foi "Tchubaruba", vocábulo que, segundo ela, denota felicidade.
Talvez a gênese do gênero musical "criancês" esteja no LP "Xou da Xuxa 3", que colocou a canção "Ilariê", seja lá o que isso signifique, em primeiro lugar nas paradas brasileiras por 20 semanas consecutivas. Coitadas das crianças de 1988.

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