segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei: na medida pra papar Oscars


Quis muito gostar de "O Discurso do Rei" como achei que estava gostando enquanto assistia-o. Boa diversão, mas cabe tranquilamente no formato da televisão na sala de estar. Explico. Apesar das atuações destacadas de Colin Firth e, sobretudo Geoffrey Rush, o roteiro é pobre, linear e peca terrivelmente por não penetrar mais camadas dos dramas pessoais envolvidos. Dessa forma, temos uma estória redonda, de heróis e superação. Como bom melodrama, entra em cena a realeza, quase como num conto de fadas baseado em fato reais. Em outras palavras, uma guerra, um rei gago que no fundo do seu ser é muito gente boa e um plebeu também super gente boa que vai virar "amigo" do rei pelo resto da vida. Em três palavras: água com açúcar. Contra também há a indefectível música melosa pra emocionar e uma triste e rasa atuação de Helena Boham Carter, pra quem se lembra, por exemplo, de seu desempenho em Clube da Luta.
No início falei que cheguei a achar que estava gostando, pois é, fiquei arrepiado quando chegou a deflagração da guerra. Como sou fã do tema, foi emocionante ver Chamberlain (o Covarde), Churchill (o Herói), George VI (o Gago) e o próprio povo inglês (mesmo que de muito longe, quase sempre em Plano Geral) entrando na Segunda Guerra Mundial, com os balões de barragem nos céus, as trincheiras de sacos de areia e máscaras de gás penduradas na parede. Dali para as marcas milhares de mortes seria um pequeno passo. Mas isso seria um outro filme...
Bem, como projeto de Oscar The King's Speech, deu azar por pegar pela proa um "Cisne Negro" (postei sobre ele anteriormente: aqui) com uma Natalie Portman pronta pra virar mito! Com quem falei até agora e que viu Cisne Negro disse que saiu do cinema... tenso...



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