sábado, 11 de junho de 2011

Osman Lins: o exílio, onde só em alguma palavra perdida me encontro.

Cena de Retábulo, baseado em conto de Osman Lins, direção de Luiz Carlos Vasconcelos.

Fragmento de um encontro recente com a desafiadora escrita de Osman Lins: um não lugar da mente... um avesso pro coração, tudo mais, prum desencontro muito esperado.

"(...)Para sempre exilado - pensou. Minhas palavras morreram, só os gestos sobrevivem. Afogarei minhas lembranças, não voltarei a escrever uma frase sequer, igualmente remotos os que me ignoram e os que me amam. Só os gestos, pobres gestos (...)" (Osman Lins, Os Gestos; Melhores Contos, São Paulo, Global, 2002)

2 comentários:

  1. Osman Lins é genial, uma leitura que traz descobertas, algumas antigas, outras inéditas. Sempre pensando o fim das palavras, sua última possibilidade ou incapacidade.

    Cheio de riquezas seu blog.

    Abraços.

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  2. Caro A. Marques,

    concordo com cada palavra sua. Osman Lins nos legou, além de uma escrita original, a abertura para universos altamente cativantes.

    Abraço e obrigado pela visita,

    Vancarder.

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