quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Let's Rock? The Soulsavers


A música dos ingleses do Soulsavers é um mistura primorosa de soul, rock, eletrônica e country. De tão inesperada, pode cumprir a promessa do nome da banda e salvar nossas almas, pelo menos um pouco, isto é, se tivermos uma alma pra salvar.
Considero a faixa a seguir, Arizona Bay, um dos grandes momentos do grupo. Lembra imediatamente, não só as trilhas de antigos westerns, mas em especial, o gênio do gênero, Enio Morricone.
Sol abrasador do deserto, vermelho, a morte muito próxima e a promessa de salvação nas montanhas distantes que cercam o vale.
Também selecionei Ask the Dust (mais sugestivo impossível!)e a dilacerante, Kingdoms of Rain.
Curtam!









domingo, 28 de agosto de 2011

Quantic y Su Conjunto Los Miticos del Ritmo 2011 Hip Hop em Cumbia EP


Acabei de ver no Eu Ovo o lançamento do novo disco do Quantic (disponível para baixar). Will Holland e seu conjunto fazem uma fusão de cumbia e hip hop. Contagiante. Imperdível! Passem lá e confiram.

Hiphop Cumbia (Trailer) from Quantic on Vimeo.

SR-71: uma lenda absoluta dos ares, em Mach 3.0


Um vídeo documentário bem interessante sobre o SR-71 Blackbird, uma lenda dos ares dos tempos da guerra fria. Ele foi certamente um dos ícones mais destacados da propaganda americana na disputa com os soviéticos. Não por suas capacidades de combate, pois se tratava de um avião de reconhecimento estratégico. Mas por sua incrível velocidade de Mach 3, seu design e tecnologias únicos e pelo fato de nunca ter sido interceptado pelo inimigo em suas missões, voando incólume sobre a Cortina de Ferra durante mais de 30 anos. Os soviéticos bem que tentaram e aparentemente chegaram perto com o MIG-25, mas ficaram comendo poeira.
Vídeo enviado pelo Lipe. Valeu!

Ladytron: White Elephant e Ace of Hz. Saíram os clips!


Foram divulgados os novos clips das canções White Elephant e Ace of Hz do Ladytron. Apesar do curioso investimento em uma aura de mistério retrô, o clip de White Elephant se perdeu em detalhes desnecessários em seu desenvolvimento e num didatismo novelístico ao final. O resultado me pareceu aquém das possibilidades da música e da poesia. Gostei mais do clip de Ace of Hz, apesar da música não ser tão arrebatadora quanto a primeira. O clip me pareceu mais sugestivo, aberto, intrigante, sem querer forçar sê-lo. Foi muito eficaz a ideia de destacar um ar nostálgico, sobretudo por figurinos que sugerem alguma época de ouro perdida, e um tom low technology, emprestados pelos sintetizadores e o resto da parafernália eletrônica. De qualquer forma, como fã, recomendo os dois para curtir o resto do domingo. Por sorte, de Sol por aqui, depois de tanta chuva!
Curtam!



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DEEP PURPLE EM FORTALEZA - 07/10/11


Em tempo, Deep Purple em Fortaleza dia 07/10/11. No Siara Hall. Imperdível. Atreva-se a perder uma Lenda!...

Mais informações: Aqui

Smooooke on the waterrrrrrrrr!!!





Mundo Livre S/A em Jericoacoara-CE - Meu Esquema


Nalu mandou vídeo. Mundo Livre passando som em Jericoacoara ao por do Sol, Meu Esquema. Não pude deixar de pensar em Eddie: "A gente tá querendo a vida boa/ boa como a vida de outras pessoas"... Ôôôô vidão!
Curtam!

Mais descobertas: Robô Gigante


Já havia ouvido falar do Robô Gigante antes, mas não tinha dado a menor atenção. Até agora. Vi o clipe abaixo e gostei da fusão de samba com elementos de rock. Samba-rock? Não sei, isso soaria mais Jorge Ben, talvez não seja o caso. Mas me lembrou muito Mundo Livre S.A., que para Jorge Ben... é um pulo.
Curtam!

O fim do e-mail? É só o começo: o mundo transparente das redes sociais



Estamos diante de um mundo no qual as relações à distância, mediadas pela net e todas as novas tecnologias virtuais parecem ganhar importância central para definição das relações sociais e mesmo do perfil dos indivíduos, sem falar da aceitação das pessoas dentro de círculos de relacionamento. 
A integração de todos os recursos de comunicação, amizade, informação, trabalho, busca e diversão em plataformas únicas como o Facebook e, ainda mais recente Google(MAIS), apontam para essa tendência que considero autoritária, apesar da aparente liberdade com as quais essas Corporações nos acenam. Não esqueçamos que fazemos um dono de Microsoft e Facebook cada vez mais acintosamente rico à cada novo amigo que anexamos. E não recebemos nenhum vintém em troca de nossas amizades, manifestação de gosto, intimidades e afetos que eles passam a conhecer, acompanhar e controlar. Tudo parece inocente de mais.
O artigo abaixo aborda a cada vez maior dependência do mundo real das comunicações e facilidades ofertados pelo mundo virtual e das redes sociais. Ao mesmo tempo, aborda o horizonte de fim do uso do e-mail, já discutido pelo blog um tempo atrás. Seu tom não é de crítica, longe disso, sobretudo pelo veículo e local onde foi escrito (ver a fonte). Mas ilustra bem esse momento.
Essa semana vi no espaço dos comentários dos visitantes de um blog sobre música que acompanho a reclamação do porque os blogs estarem migrando para o Facebook. Foi ai que me dei conta, o blog que eu gostava tanto de acompanhar não tinha mais atualizações na frequência de antes. Pelo menos na net "aberta".
O mais curioso e talvez assustador, é que podemos ficar reféns de uma necessária vida virtual, na qual desempenho profissional e, mais terrível, social, será medida por quantidades de "amigos" e "curti" aferidos e divulgados por sites especializados. Estes sites definirão cada vez mais quem são e quem não são as pessoas interessantes para "convivermos". Como nas empresas, nosso "desempenho" social será medido pelo número de contatos aduiridos, pelos acessos aos perfis e "likes" recebidos.
Prefiro estar fora. Só não sei quanto tempo mais poderei dispor dessa opção nesse admirável mundo novo.


fonte: AQUI
Quando Jessica H. Lawrence deixou seu emprego no Conselho das Escoteiras de San Gorgonio em Redlands, Califórnia, para buscar uma nova vida na cidade de Nova York, ela chegou no final de janeiro, sem emprego, apartamento ou alguém para esquentá-la durante as frias noites de inverno.
Mas, em menos de seis meses, ela encontrou as três coisas – e tudo por causa do Twitter.
O trabalho veio depois que ela se inspirou no 'tweet’ de um amigo para comparecer ao NY Tech Meetup, no qual se inscreveu para uma vaga e tornou-se diretora executiva.
Ela encontrou seu apartamento depois de enviar uma mensagem no Twitter para o fundador do restaurante secreto ('supper club’) Midnight Brunch. Assim ela conseguiu um convite e – depois de conhecer os proprietários da casa conjugada que estava sediando o jantar – também um apartamento de porão.
Quanto ao namorado, um dos fundadores do clube de vinho The Noble Rot, ela o encontrou quando começou a seguir o perfil do clube no Twitter. Em um futuro próximo, eles pretendem se mudar para um apartamento em Williamsburg.
“Então, dá para entender por que eu tenho esse amor incondicional pelo Twitter”, diz Lawrence, de 32 anos. Mesmo assim, sua devoção a uma mídia social não é um ato de sentimentalismo – é parte de uma cuidadosa estratégia para combater o esgotamento das mídias sociais. Em uma era em que se espera que qualquer pessoa com acesso à internet faça parte de múltiplos sites de redes sociais, Lawrence decidiu focar em um único site em vez de espalhar sua imagem entre meia dúzia.
A pressão implacável para participar das mais novas redes sociais foi ressaltada em junho, com a estreia do Google(MAIS), a rede social do Google.
Segundo a Nielsen, as redes sociais são agora a atividade online mais popular, à frente do envio de e-mails, pesquisas online e jogos.
Explicando de outra maneira: um em cada quatro minutos e meio passados na Web, são passados em algum site ou blog social. E no ano passado o visitante médio passou 66 por cento mais tempo em sites desse tipo do que em 2009, na época em que os pioneiros no uso desses sites já estavam começando a sentir-se digitalmente fatigados.

“Eu estou sobrecarregada de tecnologia”, diz Lawrence, que possui perfis no Facebook e LinkedIn, mesmo que raramente os utilize. “Já estou me sentindo como se estivesse experimentando uma morte lenta por e-mail”. Embora ela adore tecnologia e esteja experimentando o Google(MAIS) desde seu lançamento, “estou tendo dificuldades para justificar a adição de ainda outra ferramenta social à minha caixa de ferramentas”, diz.
Mas qualquer tentativa dos usuários cansados em diminuir sua frequência é complicada, pela proliferação de sites como Klout e PeerIndex, que estão ativamente computando a pontuação da influência dos usuários para classificá-los em uma hierarquia online. (No Klout, a cada usuário é atribuída uma classificação de 1 a 100. Se você tem uma pontuação de poucas dezenas, está na média; se está com 40 pontos, você tem uma socialização saudável e se sua pontuação for 100, você é o Justin Bieber).
Dependendo da pessoa para quem você pergunta, isso é maravilhoso ou assustador. No futuro, as marcas e até mesmo os possíveis empregadores poderiam concebivelmente tomar decisões sobre sua pessoa baseadas na sua pontuação. (Algumas marcas, como a Virgin America e o hotel e cassino Palms, em Las Vegas, têm experimentado o uso do Klout.) Os usuários mais ativos e organizados de redes sociais possuem rotinas diárias para lidarem com suas identidades digitais. Geralmente, essas rotinas dependem de automação e agregação de informações. Por exemplo, sites como Ping.fm, OnlyWire e Hellotxt permitem que os usuários postem o mesmo conteúdo entre múltiplos sites sociais com apenas um ou dois cliques do 'mouse’. Outros sites, como Buffer, SocialOomph e TwitResponse, permitem que os usuários escrevam postagens com meses de antecedência, que podem ser agendadas para publicação em datas que ainda estão por vir.
“A automação, tanto em termos de gerenciamento do envio de conteúdo quanto agregação de informações, é o que me impede de ficar maluco”, diz Josh Kaufman, autor de 'The Personal MBA: Master the Art of Business’. “Caso contrário, seriam simplesmente coisas demais para se gerenciar”.
As contas de Kaufman no Facebook e LinkedIn estão ligadas a sua página do Twitter: ao atualizar o Twitter, o conteúdo é direcionado para as três contas. “E quando eu conseguir descobrir como agregar também o Google(MAIS), farei a mesma coisa”, diz ele, embora tenha inicialmente oferecido resistência ao novo serviço. “Nós realmente precisamos de mais uma coisa para acompanhar?”, ele se perguntou.
A resposta era negativa, mas até agora Kaufman, 29 anos, de Fort Collins, no Colorado, tem mantido seus hábitos em redes sociais restritos para menos de 30 minutos a cada manhã (exceto no dia que passou cortando a lista de pessoas que ele seguia no Twitter de indigestas 1.500 para 85 pessoas).
Dito isso, ele mantém seus painéis de redes sociais abertos em seu computador durante o dia inteiro para absorver todos os pedacinhos de informação. Como trabalha sozinho, ele gosta do efeito 'refrescante’ das atualizações postadas por seus amigos: a facilidade com que ele pode dar um alô para alguém que esteja longe, mesmo que seja por apenas um momento.
Quando precisa de foco, ele conta com o Freedom, aplicativo de produtividade que bloqueia a internet por até oito horas. Alternativamente, ele configura o computador de maneira a, quando ele tenta apontar o 'mouse’ para o Google(MAIS), por exemplo, o computador em vez disso direcionar o ponteiro para alguma página da área de trabalho.
“Se você consegue usar sua força de vontade para mudar o ambiente, pelo menos uma vez”, diz ele, “então não existe necessidade para disciplina”.
Alguns usuários pensam que toda essa socialização está levando à alienação.
“Gosto de passar meu tempo com alguém em um restaurante, em vez de passar o tempo no Foursquare contando para as pessoas que estou no restaurante”, diz Graham Hill, 40 anos, fundador do site TreeHugger e do concurso de design 'LifeEdited’. Falando de um chalé no Canadá, sem conexão com a internet, ele diz que usa o Twitter e o Facebook e está fuçando o Google(MAIS), embora se esforce para ser eficiente.
Por exemplo, ele lê um livro em seu Kindle, posta inspiradas citações e ideias em sua conta na Amazon e então as edita em 'tweets’ com postagens agendadas para o curso de diversas semanas, pelo serviço de monitoramento HootSuite.com.
Algum dia, ele espera contratar alguém para editar e postar conteúdo para ele, de maneira a poder passar mais tempo desconectado. “Os intervalos são importantes”, diz ele, referindo-se aos momentos inativos da vida, como ficar na fila do banco ou pegar um táxi, “são momentos quando você deveria estar com você mesmo em vez de tentando ser alguém que você não é”.
Muitas pessoas tentaram o caminho de se 'desintoxicar’ das mídias sociais ou escolheram sair apenas para poder voltar. Lawrence diz que ela avalia todos os sites sociais, ponderando sobre uma simples pergunta: “Esse site vai melhorar minha vida?” Cada site social tem a sua própria cultura, diz Brian Solis, diretor da firma de pesquisas tecnológicas Altimeter Group e autor de 'The End of Business as Usual’. Mas cada uma dessas culturas não é correta para toda e qualquer pessoa.
“O valor está nos olhos de quem vê”, diz Solis, e complementa dizendo que uma pequena porcentagem de leitores de seus sites sociais disseram estar sofrendo de fadiga de redes sociais. Mas, é claro, eles normalmente acabam entusiasmando-se de novo.
“Todas as pessoas ainda falam sobre declarar a 'falência do e-mail”', diz ele. “Mas no final do dia, você ainda está online”.

China - Só Serve pra Dançar


China é um gaiato. Hoje finalmente voltou a fazer Sol em Intermares.
Pra combinar, a música é pra dançar, e só!
Como?! Você acha pouco? Ora, então vai dançar!
Dica de Eug.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Londres Queima: uma análise - Boaventura de Sousa Santos



Excelente análise do sociólogo Boaventura de Sousa Santos sobre as motivações da revolta popular na Inglaterra. Em sua perspectiva, "a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância, o sequestro da democracia por elites privilegiadas e a consequente transformação da política em administração do roubo 'legal' dos cidadãos", estariam no epicentro social do motim. Vejam.
Fonte: Aqui


Os motins na Inglaterra são um perturbador sinal dos tempos. Está a ser gerado nas sociedades um combustível altamente inflamável que flui nos subterrâneos da vida coletiva sem que se dê conta.
Esse combustível é constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância, o sequestro da democracia por elites privilegiadas e a consequente transformação da política em administração do roubo “legal” dos cidadãos. Cada um dos componentes tem uma contradição interna.
Quando elas se sobrepõem, qualquer incidente pode provocar uma explosão de proporções inimagináveis. Com o neoliberalismo, o aumento da desigualdade social deixou de ser um problema para passar a ser a solução.
A ostentação dos ricos transformou-se em prova do êxito de um modelo social que só deixa na miséria a maioria dos cidadãos porque estes supostamente não se esforçam o suficiente para terem êxito.
Isso só foi possível com a conversão do individualismo em valor absoluto, o qual, contraditoriamente, só pode ser vivido como utopia da igualdade, da possibilidade de todos dispensarem por igual a solidariedade social, quer como agentes dela, quer como seus beneficiários.
Para o indivíduo assim construído, a desigualdade só é um problema quando lhe é adversa; quando isso sucede, nunca é reconhecida como merecida. Por outro lado, na sociedade de consumo, os objetos de consumo deixam de satisfazer necessidades para as criar incessantemente, e o investimento pessoal neles é tão intenso quando se têm como quando não se têm.
Entre acreditar que o dinheiro medeia tudo e acreditar que tudo pode ser feito para obtê-lo vai um passo muito curto. Os poderosos dão esse passo todos os dias sem que nada lhes aconteça. Os despossuídos, que pensam que podem fazer o mesmo, acabam nas prisões.
Os distúrbios na Inglaterra começaram com uma dimensão racial. São afloramentos da sociabilidade colonial que continua a dominar as nossas sociedades, muito tempo depois de terminar o colonialismo político. Um jovem negro das nossas cidades vive cotidianamente uma suspeição social que existe independentemente do que ele ou ela seja ou faça.
Tal suspeição é tanto mais virulenta quando ocorre numa sociedade distraída pelas políticas oficiais da luta contra a discriminação e pela fachada do multiculturalismo.
O que há de comum entre os distúrbios da Inglaterra e a destruição do bem-estar dos cidadãos provocada pelas políticas de austeridade comandadas por mercados financeiros? São sinais dos limites extremos da ordem democrática.
Os jovens amotinados são criminosos, mas não estamos perante uma “criminalidade pura e simples”, como afirmou o primeiro-ministro David Cameron.
Estamos perante uma denúncia política violenta de um modelo social e político que tem recursos para resgatar bancos e não os tem para resgatar a juventude de uma vida sem esperança, do pesadelo de uma educação cada vez mais cara e mais irrelevante, dados o aumento do desemprego e o completo abandono em comunidades que as políticas públicas antissociais transformaram em campos de treino da raiva, da anomia e da revolta.
Entre o poder neoliberal instalado e os amotinados urbanos há uma simetria assustadora. A indiferença social, a arrogância, a distribuição injusta dos sacrifícios estão a semear o caos, a violência e o medo, e os semeadores dirão amanhã, genuinamente ofendidos, que o que semearam nada tem a ver com o caos, a violência e o medo instalados nas ruas das nossas cidades.

domingo, 14 de agosto de 2011

Fim de Noite de Domingo, pra variar, com chuva... e uma música ao fundo

Top list da primeira década do século XXI na música brasileira.
Um disco definitivo.
Uma música seminal.
Sinta quem puder.

Boa semana a todos, peço desculpas pelo abandono recente do blog.



"Vou levando assim
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir..."

Bem vindo ao Mundo Livre 2: O que está por trás da rebelião juvenil na Inglaterra?



O que os meios de comunicação omitem sobre a revolta juvenil na Inglaterra? Vejam dois exemplos do desespero da mídia em tentar esconder a aviltante desigualdade, falta de perspectivas e indignação que existem por trás das revoltas juvenis na Inglaterra. O "Mundo Livre" em ação!
Peguei no VI O MUNDO

Darcus Howe: O homem que detonou a BBC, ao vivo
por Luiz Carlos Azenha

O vídeo abaixo vai certamente entrar na lista das melhores atuações do PIG, emparelhado com aquele da massa cheirosa.
A entrevistadora da BBC, Fiona Armstrong, tinha — como se diz no ramo — uma agenda.
Ela queria que o entrevistado, o escritor Darcus Howe, condenasse os tumultos em Londres e parece ter ficado transtornada com a opinião destoante do convidado.
Ele disse que se a polícia e o governo britânico tivessem ouvido os jovens — brancos ou negros –, saberia antecipadamente que eles estavam no limite com a atuação dos policiais.
Howe citou o próprio neto, que disse ao avô ter sido revistado pela polícia um sem número de vezes nas ruas da cidade.
A apresentadora disse que não tinha motivos para achar que ele estava mentindo. Mas, quem disse que ele estava mentindo?
Em seguida, visivelmente agitada, ela sugeriu que o próprio escritor tinha participado de “riots” no passado, “tumultos”.
Ele: “Nunca participei de tumultos. Eu estive em manifestações que terminaram em conflito. Tenha respeito por um velho negro das Antilhas”.
Disse também que a entrevistadora soava “idiotic”, ou idiota.
A resposta final dele, em inglês:
“I have never taken part in a single riot. I’ve been part of demonstrations that ended up in a conflict. Stop accusing me of being a rioter and have some respect for an old West Indian negro, because you wanted for me to get abusive. You just sound idiotic – have some respect.”
A BBC pediu desculpas pela maneira como a âncora formulou a pergunta e Howe disse que, por isso, desistiu de processar a emissora.
Outras versões deste mesmo vídeo já tem mais de 3,5 milhões de acessos no You Tube.
Abaixo, veja também a surra que o sociólogo Silvio Caccia Bava deu nos entrevistadores da Globonews, tratando do mesmo assunto (notem, especialmente, como o entrevistador pergunta já respondendo, como se fosse o Ali Kamel):





E como trilha sonora, música de guerra: Mundo Livre S/A - Destruindo a Camada de Ozônio

As Mentiras do Mundo Livre: a verdade sobre os "Piratas" da Somália


X


A verdade sobre os "Piratas" da Somália. A pesca industrial clandestina promovida pela comunidade européia, capitaneada pela Espanha, está dizimando o pescado que sustentava a maioria dos que hoje são chamados de piratas pela mídia ocidental. Se não fosse pouco, as costas da Somália são utilizadas com depositário de lixo tóxico e radioativo europeu, sem nenhuma fiscalização, causando muitas doenças entre a população. Sem romantismos do cinema ou da literatura. Não há Barba Negra, não há Jack Sparrow, apenas vida real, fome e desespero.
Bem vindo ao Mundo Livre!

Agradecimento: Leminsky

Buenos Aires, enfim. Fotos e Música.

Plaza 25 de Mayo


Cidade de muitas boas surpresas. Fina arquitetura, comida sedutora e povo quente!

Parte 1: Carros sui generis: muitas histórias pra contar. Em breve posto mais.









Trilha Sonora: Federico Aubele, La Esquina.




Sobre Perder-se Nas Cidades



“Saber orientar-se numa cidade não significa muito. No entanto, perder-se numa cidade, como alguém se perde numa floresta, requer instrução. Nesse caso, o nome das ruas deve soar para aquele que se perde como o estalar do graveto seco ao ser pisado, e as vielas do centro da cidade devem refletir as horas do dia tão nitidamente quanto um desfiladeiro. Essa arte aprendi tardiamente; ela tornou real o sonho cujos labirintos nos mata-borrões de meus cadernos foram os primeiros vestígios” (Walter Benjamin, Obras Escolhidas: Rua de Mão Única, vol. II)

Conhecer uma cidade é perder-se nela, disse certa vez Walter Benjamin. E perder-se é uma arte quase esquecida. Há GPS demais, Google Maps (e todos seus absurdos recursos de visualização de todo o entorno) demais, guias demais. Para a maioria dos viajantes hoje, a ida a um determinado local em uma cidade "estranha" já não passa da certificação de que o alvo estava onde realmente deveria estar. Assim, sem a graça de topar descuidadamente com um algo qualquer, e se permitir o perder-se poético, encantado, de Benjamin. 
A cidade se comunica, ora fala, ora sussurra, em outros momentos grita sobre o que é, ou sobre o que pretende esconder de si por conveniência. Quem sabe, para alimentar um flerte mais duradouro. Nas frases soltas de uma cidade pode ser puxado o fio de uma história ou de grandes ficções sobre si própria. Olhar diretamente nos olhos de uma cidade que se quer conhecer não é uma boa opção, assusta e o que se vê pode ser apenas um retorno ao que o próprio observador esperava encontrar, nada novo. Tento me perder nas cidades que visito pela primeira vez, ou que não minha morada. E não só geograficamente, isso é fácil! Que o diga minhas tentativas de dirigir em Recife, sempre saio milhas da rota na "cidade que não tem retornos". 
Perder-se entre os sentidos de uma cidade é um exercício difícil, me sobra medo. Mas o fazer-se em ato é um imperativo, continuarei tentando. Acredito que há uma recompensa em encontrar o que não está nos guias eletrônicos, creio que por mais que as pessoas se plastifiquem em redes e relações virtuais rasas e fugazes e se balizem por essas referências em suas vidas, a cidade que as abriga guardará uma alma que só poderá ser tocada por um tipo de magia que o Google não oferece. Basta por-se na rua, olhar e perder-se...