quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O fim do e-mail? É só o começo: o mundo transparente das redes sociais



Estamos diante de um mundo no qual as relações à distância, mediadas pela net e todas as novas tecnologias virtuais parecem ganhar importância central para definição das relações sociais e mesmo do perfil dos indivíduos, sem falar da aceitação das pessoas dentro de círculos de relacionamento. 
A integração de todos os recursos de comunicação, amizade, informação, trabalho, busca e diversão em plataformas únicas como o Facebook e, ainda mais recente Google(MAIS), apontam para essa tendência que considero autoritária, apesar da aparente liberdade com as quais essas Corporações nos acenam. Não esqueçamos que fazemos um dono de Microsoft e Facebook cada vez mais acintosamente rico à cada novo amigo que anexamos. E não recebemos nenhum vintém em troca de nossas amizades, manifestação de gosto, intimidades e afetos que eles passam a conhecer, acompanhar e controlar. Tudo parece inocente de mais.
O artigo abaixo aborda a cada vez maior dependência do mundo real das comunicações e facilidades ofertados pelo mundo virtual e das redes sociais. Ao mesmo tempo, aborda o horizonte de fim do uso do e-mail, já discutido pelo blog um tempo atrás. Seu tom não é de crítica, longe disso, sobretudo pelo veículo e local onde foi escrito (ver a fonte). Mas ilustra bem esse momento.
Essa semana vi no espaço dos comentários dos visitantes de um blog sobre música que acompanho a reclamação do porque os blogs estarem migrando para o Facebook. Foi ai que me dei conta, o blog que eu gostava tanto de acompanhar não tinha mais atualizações na frequência de antes. Pelo menos na net "aberta".
O mais curioso e talvez assustador, é que podemos ficar reféns de uma necessária vida virtual, na qual desempenho profissional e, mais terrível, social, será medida por quantidades de "amigos" e "curti" aferidos e divulgados por sites especializados. Estes sites definirão cada vez mais quem são e quem não são as pessoas interessantes para "convivermos". Como nas empresas, nosso "desempenho" social será medido pelo número de contatos aduiridos, pelos acessos aos perfis e "likes" recebidos.
Prefiro estar fora. Só não sei quanto tempo mais poderei dispor dessa opção nesse admirável mundo novo.


fonte: AQUI
Quando Jessica H. Lawrence deixou seu emprego no Conselho das Escoteiras de San Gorgonio em Redlands, Califórnia, para buscar uma nova vida na cidade de Nova York, ela chegou no final de janeiro, sem emprego, apartamento ou alguém para esquentá-la durante as frias noites de inverno.
Mas, em menos de seis meses, ela encontrou as três coisas – e tudo por causa do Twitter.
O trabalho veio depois que ela se inspirou no 'tweet’ de um amigo para comparecer ao NY Tech Meetup, no qual se inscreveu para uma vaga e tornou-se diretora executiva.
Ela encontrou seu apartamento depois de enviar uma mensagem no Twitter para o fundador do restaurante secreto ('supper club’) Midnight Brunch. Assim ela conseguiu um convite e – depois de conhecer os proprietários da casa conjugada que estava sediando o jantar – também um apartamento de porão.
Quanto ao namorado, um dos fundadores do clube de vinho The Noble Rot, ela o encontrou quando começou a seguir o perfil do clube no Twitter. Em um futuro próximo, eles pretendem se mudar para um apartamento em Williamsburg.
“Então, dá para entender por que eu tenho esse amor incondicional pelo Twitter”, diz Lawrence, de 32 anos. Mesmo assim, sua devoção a uma mídia social não é um ato de sentimentalismo – é parte de uma cuidadosa estratégia para combater o esgotamento das mídias sociais. Em uma era em que se espera que qualquer pessoa com acesso à internet faça parte de múltiplos sites de redes sociais, Lawrence decidiu focar em um único site em vez de espalhar sua imagem entre meia dúzia.
A pressão implacável para participar das mais novas redes sociais foi ressaltada em junho, com a estreia do Google(MAIS), a rede social do Google.
Segundo a Nielsen, as redes sociais são agora a atividade online mais popular, à frente do envio de e-mails, pesquisas online e jogos.
Explicando de outra maneira: um em cada quatro minutos e meio passados na Web, são passados em algum site ou blog social. E no ano passado o visitante médio passou 66 por cento mais tempo em sites desse tipo do que em 2009, na época em que os pioneiros no uso desses sites já estavam começando a sentir-se digitalmente fatigados.

“Eu estou sobrecarregada de tecnologia”, diz Lawrence, que possui perfis no Facebook e LinkedIn, mesmo que raramente os utilize. “Já estou me sentindo como se estivesse experimentando uma morte lenta por e-mail”. Embora ela adore tecnologia e esteja experimentando o Google(MAIS) desde seu lançamento, “estou tendo dificuldades para justificar a adição de ainda outra ferramenta social à minha caixa de ferramentas”, diz.
Mas qualquer tentativa dos usuários cansados em diminuir sua frequência é complicada, pela proliferação de sites como Klout e PeerIndex, que estão ativamente computando a pontuação da influência dos usuários para classificá-los em uma hierarquia online. (No Klout, a cada usuário é atribuída uma classificação de 1 a 100. Se você tem uma pontuação de poucas dezenas, está na média; se está com 40 pontos, você tem uma socialização saudável e se sua pontuação for 100, você é o Justin Bieber).
Dependendo da pessoa para quem você pergunta, isso é maravilhoso ou assustador. No futuro, as marcas e até mesmo os possíveis empregadores poderiam concebivelmente tomar decisões sobre sua pessoa baseadas na sua pontuação. (Algumas marcas, como a Virgin America e o hotel e cassino Palms, em Las Vegas, têm experimentado o uso do Klout.) Os usuários mais ativos e organizados de redes sociais possuem rotinas diárias para lidarem com suas identidades digitais. Geralmente, essas rotinas dependem de automação e agregação de informações. Por exemplo, sites como Ping.fm, OnlyWire e Hellotxt permitem que os usuários postem o mesmo conteúdo entre múltiplos sites sociais com apenas um ou dois cliques do 'mouse’. Outros sites, como Buffer, SocialOomph e TwitResponse, permitem que os usuários escrevam postagens com meses de antecedência, que podem ser agendadas para publicação em datas que ainda estão por vir.
“A automação, tanto em termos de gerenciamento do envio de conteúdo quanto agregação de informações, é o que me impede de ficar maluco”, diz Josh Kaufman, autor de 'The Personal MBA: Master the Art of Business’. “Caso contrário, seriam simplesmente coisas demais para se gerenciar”.
As contas de Kaufman no Facebook e LinkedIn estão ligadas a sua página do Twitter: ao atualizar o Twitter, o conteúdo é direcionado para as três contas. “E quando eu conseguir descobrir como agregar também o Google(MAIS), farei a mesma coisa”, diz ele, embora tenha inicialmente oferecido resistência ao novo serviço. “Nós realmente precisamos de mais uma coisa para acompanhar?”, ele se perguntou.
A resposta era negativa, mas até agora Kaufman, 29 anos, de Fort Collins, no Colorado, tem mantido seus hábitos em redes sociais restritos para menos de 30 minutos a cada manhã (exceto no dia que passou cortando a lista de pessoas que ele seguia no Twitter de indigestas 1.500 para 85 pessoas).
Dito isso, ele mantém seus painéis de redes sociais abertos em seu computador durante o dia inteiro para absorver todos os pedacinhos de informação. Como trabalha sozinho, ele gosta do efeito 'refrescante’ das atualizações postadas por seus amigos: a facilidade com que ele pode dar um alô para alguém que esteja longe, mesmo que seja por apenas um momento.
Quando precisa de foco, ele conta com o Freedom, aplicativo de produtividade que bloqueia a internet por até oito horas. Alternativamente, ele configura o computador de maneira a, quando ele tenta apontar o 'mouse’ para o Google(MAIS), por exemplo, o computador em vez disso direcionar o ponteiro para alguma página da área de trabalho.
“Se você consegue usar sua força de vontade para mudar o ambiente, pelo menos uma vez”, diz ele, “então não existe necessidade para disciplina”.
Alguns usuários pensam que toda essa socialização está levando à alienação.
“Gosto de passar meu tempo com alguém em um restaurante, em vez de passar o tempo no Foursquare contando para as pessoas que estou no restaurante”, diz Graham Hill, 40 anos, fundador do site TreeHugger e do concurso de design 'LifeEdited’. Falando de um chalé no Canadá, sem conexão com a internet, ele diz que usa o Twitter e o Facebook e está fuçando o Google(MAIS), embora se esforce para ser eficiente.
Por exemplo, ele lê um livro em seu Kindle, posta inspiradas citações e ideias em sua conta na Amazon e então as edita em 'tweets’ com postagens agendadas para o curso de diversas semanas, pelo serviço de monitoramento HootSuite.com.
Algum dia, ele espera contratar alguém para editar e postar conteúdo para ele, de maneira a poder passar mais tempo desconectado. “Os intervalos são importantes”, diz ele, referindo-se aos momentos inativos da vida, como ficar na fila do banco ou pegar um táxi, “são momentos quando você deveria estar com você mesmo em vez de tentando ser alguém que você não é”.
Muitas pessoas tentaram o caminho de se 'desintoxicar’ das mídias sociais ou escolheram sair apenas para poder voltar. Lawrence diz que ela avalia todos os sites sociais, ponderando sobre uma simples pergunta: “Esse site vai melhorar minha vida?” Cada site social tem a sua própria cultura, diz Brian Solis, diretor da firma de pesquisas tecnológicas Altimeter Group e autor de 'The End of Business as Usual’. Mas cada uma dessas culturas não é correta para toda e qualquer pessoa.
“O valor está nos olhos de quem vê”, diz Solis, e complementa dizendo que uma pequena porcentagem de leitores de seus sites sociais disseram estar sofrendo de fadiga de redes sociais. Mas, é claro, eles normalmente acabam entusiasmando-se de novo.
“Todas as pessoas ainda falam sobre declarar a 'falência do e-mail”', diz ele. “Mas no final do dia, você ainda está online”.

5 comentários:

  1. hummm tá explicado agora ; )
    Eug

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  2. Vai em qual bolinha????

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  3. Matrix? Só o que me veio a mente com a "automação" que as "redes" exercem. Vermelha, por favor.

    E ainda digo: agora, passo mais horas em MMORPG (ou algo assim...).

    Ass.: Dacles"

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