sexta-feira, 30 de setembro de 2011

LET'S ROCK! Violeta de Outono



E porque hoje é sexta feira: segue um registro do Violeta de Outono.
Surpreendente banda de rock progressivo e psicodélico, no auge entre meados dos anos 1980 e começo dos 1990. Hoje, quase que solenemente esquecida do grande público. Mas, afinal, quem precisa dele, não é mesmo?
Algumas de minhas primeiras e melhores viagens musicais.
Um registro nostálgico.
Curtam!
Em especial a versão ao vivo pra Tomorrow Never Knows...




..."Turn off your mind, relax and float down stream,
It is not dying, it is not dying..."


POESIA 19: UM BOM DIA!

UM BOM DIA!

Hora de dizer-te bom dia
Procurar um lado da cama pra onde rolar
Qualquer um, desde que caia ao final
Dizer um bom dia pro sol sépia
E não mais pra você
Dizer-te de manchas no teto
Umidade, musgos
De dentes encardidos e hálito acre
Dizer-te:  bom dia meu amor.
Mesmo que pro vazio
No qual só coisas ridículas contam
Nem passado, nem futuro
Turvo, rápido, vil, tenso, velado
Escancarado no esforço de ser feliz
Cínico na lida de viver
Deprimido como esse bom dia
Sem mais flor do dia
Sem alegrias
Mas pleno
Nas coisas que deixei por fazer.

                                                         Vancarder.

PS: Um bom amigo me disse uma vez _ Você não sorri tanto assim.
      Acho que agora acredito.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Let's Rock? Kohbaia e Jonnatan Doll & Os Garotos Solventes

Divulgação





E por que hoje é sexta feira, mais "pessoal do Ceará" pra vocês. Seguem: Kohbaia e, a quase inacreditável (vocês entenderão porque), Jonnatan Doll & Os Garotos Solventes. Punk rock com ódio, muito ódio da porra toda. 
"Vou cheirar cola até me acabar... ouvindo punk rock!"







quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Kiwi!



Kiwi é uma ave. Na animação que segue, uma ave fofa, fofa e suicida. De qualquer forma, ele é do tipo que segue seus sonhos até as últimas consequências e contra todas as probabilidades. Bem, Kiwi sonha que voa. Isso deve bastar.
Curtam!

domingo, 11 de setembro de 2011

As (minhas) Musas do Thievery Corporation



Houve um tempo que achei que a música ia acabar. É doido, mas é sério! Algo por volta de 2001... antes do 11/09, diga-se de passagem. Claro, acreditei tão piamente nesse meu vaticínio, quanto não tive a menor dificuldade de me desfazer dele quase que imediatamente.
Pensei sobre isso quando vi o show do Gotan Project essa semana: a quantidade de coisas que podem se rearranjar no mundo para que outras tantas apareçam é infinita. Às vezes parece que só o que falta é a hora e lugares certos para acontecer o novo. Então é isso, às vezes a falta do novo é só falta de hora e lugar certo. Bem, alguém pode perguntar, mas como saber quando é a hora certa? Ai está o problema, não se pode, e é exatamente nessas horas que parece que as coisas não irão acontecer.
Agora, depois de tanta conversa mole, finalmente, o prometido no título do post: minhas companhias musicais desse domingo, as musas do Thievery Corporation: Loulou, a brasileira Karina Zeviani e Natalia Clavier (que faz parceria também com o argentino Federico Aubele).
Boa semana a todos! Curtam!





11 de Setembro: um olhar além do Marco Zero



Nesse dia onde a pergunta "onde você estava no dia 11 de setembro?" bombou (desculpem o trocadilho irresistível) na internet e nas TVs à cabo, cabe um olhar além do umbigo norte americano e pensar quais as consequências disso tudo. Que preço os norte americanos cobraram do resto do mundo pelo ataque às torres gêmeas? Imediatamente saltam aos olhos que a resposta do Império foram duas guerras cruéis, contra Iraque e Afeganistão. Osama Bin Laden está supostamente morto. A vingança, completa. O petróleo garantido. O preço? Dezenas ou mesmo centenas de pessoas mortas para cada americano desaparecido no ataque de 2001... 
Vejam abaixo:


fonte: Carta Capital via Vi o mundo

Weissheimer: A matemática do 11 de setembro. Mas, e agora?


Internacional| 09/09/2011 | Copyleft
A matemática macabra do 11 de setembro
A resposta dos EUA ao ataque contra o World Trade Center engendrou duas novas guerras e uma contabilidade macabra. Para vingar as mais de 2.900 vítimas do ataque, algumas centenas de milhares de pessoas foram mortas. Para cada vítima do 11 de setembro, algumas dezenas (na estatística mais conservadora) ou centenas de pessoas perderam suas vidas. Mas essa história não se resume a mortes. A invasão do Iraque rendeu bilhões de dólares a empresas norte-americanas. Essa matemática macabra aparece também no 11 de setembro de 1973. O golpe de Pinochet provocou 40 mil vítimas e gordos lucros para os amigos do ditador e para ele próprio: US$ 27 milhões, só em contas secretas.
O mundo se tornou um lugar mais seguro, dez anos depois dos atentados de 11 de setembro e da “guerra ao terror” promovida pelos Estados Unidos para se vingar do ataque? A resposta de Washington ao ataque contra o World Trade Center e o Pentágono engendrou duas novas guerras – no Iraque e no Afeganistão – e uma contabilidade macabra. Para vingar as mais de 2.900 vítimas do ataque, mais de 900 mil pessoas já teriam perdido suas vidas até hoje.
Os números são do site Unknown News, que fornece uma estatística detalhada do número de mortos nas guerras nos dois países, distinguindo vítimas civis de militares. A organização Iraq Body Count, que usa uma metodologia diferente, tem uma estatística mais conservadora em relação ao Iraque: 111.937 civis mortos somente no Iraque.
Seja como for, a matemática da vingança é assustadora: para cada vítima do 11 de setembro, algumas dezenas (na estatística mais conservadora) ou centenas de pessoas perderam suas vidas. Em qualquer um dos casos, a reação aos atentados supera de longe a prática adotada pelo exército nazista nos territórios ocupados durante a Segunda Guerra Mundial: executar dez civis para cada soldado alemão morto.
Na madrugada do dia 2 de maio, quando anunciou oficialmente que Osama Bin Laden tinha sido morto, no Paquistão, por um comando especial dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama afirmou que a justiça tinha sido feita. O conceito de justiça aplicado aqui torna a Lei do Talião um instrumento conservadora. As palavras do presidente Obama foram as seguintes:
“Foi feita justiça. Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da Al Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças.”
O conceito de justiça usado por Obama autoriza, portanto, a que iraquianos e afegãos lancem ataques contra os responsáveis pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças. E provoquem outras milhares de mortes. E assim por diante até que não haja mais ninguém para ser morto. A superação da Lei do Talião, cabe lembrar, foi considerada um avanço civilizatório justamente por colocar um fim neste ciclo perpétuo de morte e vingança. A ideia é que a justiça tem que ser um pouco mais do que isso.
Nem tudo é dor e sofrimento
Mas a história dos dez anos do 11 de setembro não se resume a mortes, dores e sofrimentos. Há a história dos lucros também. Gordos lucros. Uma ótima crônica dessa história é o documentário “Iraque à venda. Os lucros da guerra”, de Robert Greenwald (2006), que mostra como a invasão do Iraque deu lugar à guerra mais privatizada da história: serviços de alimentação, escritório, lavanderia, transporte, segurança privada, engenharia, construção, logística, treinamento policial, vigilância aérea…a lista é longa.
O segundo maior contingente de soldados, após as tropas do exército dos EUA, foi formado por 20 mil militares privados. Greenwald baseia-se nas investigações realizadas pelo deputado Henry Waxman que dirigiu uma Comissão de Investigação sobre o gasto público no Iraque.
Parte dessa história é bem conhecida. A Halliburton, ligada ao então vice-presidente Dick Cheney, recebeu cerca de US$ 13,6 bilhões para “trabalhos de reconstrução e apoio às tropas”. A Parsons ganhou US$ 5,3 bilhões em serviços de engenharia e construção. A Dyn Corp. faturou US$ 1,9 bilhões com o treinamento de policias. A Blackwater abocanhou US$ 21 milhões, somente com o serviço de segurança privada do então “pró-Cônsul” dos EUA no Iraque, Paul Bremer.
Essa lista também é extensa e os números reais envolvidos nestes negócios até hoje não são bem conhecidos. A indústria da “reconstrução” do Iraque foi alimentada com muito sangue, de várias nacionalidades. Os soldados norte-americanos entraram com sua quota. Até 1° de setembro deste ano, o número de vítimas fatais entre os militares dos EUA é quase o dobro do de vítimas do 11 de setembro: 4.474. Somando os soldados mortos no Afeganistão, esse número chega a 6.200.
A matemática macabra envolvendo o 11 de setembro e os Estados Unidos manifesta-se mais uma vez quando voltamos a 1973, quando Washington apoiou ativamente o golpe militar que derrubou e assassinou o presidente do Chile, Salvador Allende.
Em agosto deste ano, o governo chileno anunciou uma nova estatística de vítimas da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990): entre vítimas de tortura, desaparecidos e mortos, 40 mil pessoas, 14 vezes mais do que o número de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Relembrando as palavras do presidente Obama e seu peculiar conceito de justiça, os chilenos estariam autorizados a caçar e matar os responsáveis pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças.
Assim como no Iraque, nem tudo foi morte, dor e sofrimento na ditadura chilena. Com a chancela da Casa Branca e a inspiração do economista Milton Friedman e seus Chicago Boy’s, Pinochet garantiu gordos lucros para seus aliados e para si mesmo também. Investigadores internacionais revelaram, em 2004, que Pinochet movimentava, desde 1994, contas secretas em bancos do exterior no valor de até US$ 27 milhões.
Segundo um relatório de uma comissão do Senado dos EUA, divulgado em 2005, Pinochet manteve elos profundos com organismos financeiros norte-americanos, como o Riggs Bank, uma instituição de Washington, além de outras oito que operavam nos EUA e em outros países. Segundo o mesmo relatório, o Riggs Bank e o Citigroup mantiveram laços com o ditador chileno durante duas décadas pelo menos. Pinochet, amigos e familiares mantiveram pelo menos US$ 9 milhões em contas secretas nestes bancos.
Em 2006, o general Manuel Contreras, que chefiou a Dina, polícia secreta chilena, durante a ditadura, acusou Pinochet e o filho deste, Marco Antonio, de envolvimento na produção clandestina de armas químicas e biológicas e no tráfico de cocaína. Segundo Contreras, boa parte da fortuna de Pinochet veio daí.
Liberdade, Justiça, Segurança: essas foram algumas das principais palavras que justificaram essas políticas. O modelo imposto por Pinochet no Chile era apontado como modelo para a América Latina. Os Estados Unidos seguem se apresentando como guardiões da liberdade e da democracia. E pessoas seguem sendo mortas diariamente no Iraque e no Afeganistão para saciar uma sede que há muito tempo deixou de ser de vingança.
PS do Viomundo: Se considerarmos que no Iraque e na Líbia tivemos guerras do petróleo, que renderam ou vão render bilhões em contratos de reconstrução, quais serão as próximas? Quais são os grandes produtores próximos dos grandes mercados consumidores? Venezuela, Bolívia, Brasil? Assistindo ontem às entrevistas que Oliver Stone fez com líderes da América do Sul para o documentário South of the Border, fiquei surpreso com a declaração de Nestor Kirchner, segundo a qual ouviu da boca de George W. Bush, numa reunião em Mar del Plata,  que a guerra era boa para movimentar a economia norte-americana. Que Bush Jr. não seja acusado de falta de sinceridade.

ELECTROMA (2006) - DAFT PUNK




O que a acontece se um robô cansa de si mesmo e inicia uma jornada em busca de sua "humanidade"? 
Descubra nesse curioso filme do Daft Punk.
Dica de Nadics.
Curtam!

sábado, 10 de setembro de 2011

Gotan Project MIMO 2011, Olinda-PE


Pequeno sonho realizado! Mais, muito mais do que apenas um passatempo. Uma noite portenha com Gotan Project nas encostas de Olinda! A propósito, quando é mesmo o próximo show deles por aqui? É verdade que eles tocarão  no reveillon de João Pessoa? rs
Curtam!


UNA MUSICA BRUTAL
Descubrimos vos y yo
en el triste carnaval
una música brutal
melodías de dolor
Despertamos vos y yo
y en el lento divagar
una música brutal
encendió nuestra pasión
Dame tu calor
bébete mi amor



RAYUELA

Rayuela, capítulo siete.
Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y los ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos...
... textos escritos y publicados hace años...
... con cronopios o sin ellos...
... en torno a su mundo de juego, a esa grave ocupación que es jugar cuando se buscan otras puertas.
Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?
...otros accesos a lo no cotidiano simplemente para embellecer lo cotidiano, para iluminarlo bruscamente de otra manera. Sacarlo de sus casillas, definirlo, de nuevo, y mejor.
...me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar.
...exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.
Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?
... yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cronologia Star Trek e a Conquista do Espaço

Para os fãs de Star Trek, ficção científica e de qualquer coisa que se relacione com espaço, naves espaciais, ETs e afins. Paralelo bacana entre a cronologia da conquista do espaço e do desenvolvimento da série. Cliquem na imagem para ampliá-la.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Let's Rock? Otros Aires



Grupo argentino que associa clássicos do tango, elementos de rock, eletrônica e audiovisual. Você pode se perguntar: Mais um? Não! Um dos melhores, ouça e dance.
Dica de Artur, que ouviu de Ducaldo... e que, segundo aquele, é a enciclopédia musical.
Boa semana!
Curtam!





domingo, 4 de setembro de 2011

Let's Rock? Jorge Ben - É Proibido Pisar na Grama (1971)



Pra fechar o domingo. Uma música síntese de Jorge Ben, quase um "fato social total", dessas que traz tudo com ela e um pouco mais. Não poderia ser mais específica no que é essencial: "porque é proibido pisar na grama".
Disco: Negro é Lindo, 1971.

"Acordei com uma vontade de saber como eu ia
E como ia meu mundo..."


Curtam!




Jorge Mautner - Vampiro e Lágrimas Negras






Mais do que um expoente da Tropicália Jorge Mautner é um guerrilheiro! Um guerrilheiro da poesia, da melodia, do sonho, do devaneio. Referência absoluta e ancestral de pequenas revoluções devidamente abortadas, devidamente triunfantes, base pra sonhos, descanso e desassossego pro meu coração. Eterno enquanto alguém ainda ouvi-lo, tão efêmero quanto as horas arrastadas nessa tarde de domingo.
"Belezas são coisas acesas por dentro, tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento..."
Curtam!





"E você baby vem, vai, vem
e você baby vai, vem, vai..."

sábado, 3 de setembro de 2011

Poesia 18: Deite


Redesenho - Jared Domício (jareddomicio.blogspot.com)



DEITE

Deite seu peso em meu colo
Fique comigo
Experimente de perto meu desespero
Tente ver por dentro dessa escuridão
Seu cheiro tem algo de medo
Seu medo, algo de você
Ainda lembro
Agarro-me a isso
Com a força de uma relutância infinita
Não posso dizer-lhe mais nenhuma verdade
Talvez só reste uma
Só a dor é real
E toda poesia é falsa

03/09/11

Ps: É noite de desaniversário