quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Blade Runner: mais devaneios sobre amar



A metáfora para amar poderia ser andar no fio da navalha. Mas não é, pois andando se vê mais facilmente onde se vai colocar o pé ... 
Correr é um termo mais apropriado. Correr de forma desembestada e cega sobre a lâmina que paradoxalmente vira pista de atletismo e sua melhor amiga, pois torna-se vício, desejo, conforto e tormento. 
A mesma que vai picotar seu coração ao final, quando tudo parar. E ainda assim, corremos, atletas obsessivos por esse sei lá o quê, que sempre nos escapa. E mal conseguimos nomeá-lo . 
As marcas pelo chão lembram dos caminhos sem volta. E seguimos sem nos importar com os sulcos profundos que sobrarão na carne dilacerada quando tudo terminar, de novo, e de novo...


ps: escrito a partir de comentário originalmente feito para um post no blog AnaCrônicamente 
e, claro, algumas impressões sobre o romance de Rachel e Deckard em Blade Runner.

domingo, 23 de outubro de 2011

LEST'S ROCK? How to Destroy Angels

E num claro instante é domingo a noite, novamente. E a coisa toda recomeça. Não há nada que pensar frente à tela do computador senão: Lá vamos nós de novo!
Pelo menos, que a música seja outra,  segue How to Destroy Angels : "The Space in Between " e "Drowning".
Curtam 
e boa semana!

Você já foi à Tambaba? Não! Então vá, voando.


Vídeo legal de um voo (em tempo real) partindo do Aeroclube de João Pessoa até a praia de Tambaba, no litoral Sul do estado da Paraíba. Excelentes tomadas das belíssimas praias, falésias, rios e florestas.
Bem no clima desse domingo de Sol perfeito que está fazendo por aqui!
Bom Voo!

sábado, 22 de outubro de 2011

DYE: "Fantasy"

Perrusi enviou uma animação incrível. Curiosa, doida e assustadora. Quase não durmo pensando nas possibilidades fantásticas do enredo. Vi o contador no YouTube, quase 400 mil acessos. Definitivamente é um  hit na rede.
Vejam ai.

Let's Rock? Black Rebel Motorcycle Club

Como diria meu grande amigo Leminski: _ Bom dia doce internet!


Pois é, sábado de sol, muita coisa pra fazer, dois dedos de ressaca e acordei olhando o mundo de través, de canto de olho, meio que desconfiado, como é de praxe, mas hoje algo está diferente... meus sentidos estão alerta e há uma raiva leve, difusa, sem objeto. Pronto pra brigar hoje! Onde é? Há muita revolta no mundo e aqui do lado... nada! E meu estomago ou meu fígado, sei lá, definitivamente não são mais como antes. Falta algo. Falta rock n'roll! Faltava, segue O Black Rebel Motorcycle Club: "Beat The Devil's Tatoo" e "Conscience Killer"
Curtam!... Ou não, hoje pra mim tanto faz! Tou por ai pra quebrar umas vitrines chiques, quem me acompanha? "Me dê um beijo meu amor, ele estão nos esperando, os automóveis ardem em chamas". Claro, tudo isso são metáforas. Ou não...


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cine Clube Mnemosýne - Arquivologia UEPB

REGISTRO - CONVITE
Nesta quinta-feira, dia 20/10/11 às 10h dar-se-á a estréia do Cine Clube Mnemosýse, sob o formato de projeto de extensão do curso de Arquivologia da UEPB (campus V). Hoje, deu-se a estreia do Blog e Twitter do projeto.
Acessem, assistam, sigam, curtam!
Link para o blog: http://cineclubemnemosyne.blogspot.com/
Twitter: http://twitter.com/#!/Mnemosne1




Hipnoticamente Bela


Ainda sob o efeito da atmosfera novelle vague da música do Alif Tree no post anterior, topei a pouco com a versão anterior (original?) de "Belle", cantada por Anna Karina, no filme "Une femme est une femme" de Jean-Luc Godard.
Beatrix pergunta: _ Por que as francesas são tão bonitas?
                          Eu emudeço, bobo, babando...

domingo, 16 de outubro de 2011

Let's Rock? Alif Tree - French Cousine (2006)


Já havia postado uma música do Alif Tree (Alex Altain) aqui no início de julho (ver post). O francês assina um excelente trip-hop, suas músicas parecem ter sido feitas para trilhas de filmes que ainda serão rodados, ou, quem sabe, para aqueles que estão passando agora mesmo dentro de nossas cabeças. Elementos de jazz ajudam a sugerir um toque noir, retrô, uma sensação de déjà vu instantâneo, como se em algum momento algo que passou pelos nossos olhos estivesse presente em alguma sessão de cinema a muito tempo atrás. É uma óbvia referência à novelle vague. Um toque intimista para um domingo que se vai. Um frame que será esquecido, como quase tudo, no tempo que declina. Mas que pode voltar repentinamente, em qualquer coisa, em qualquer lugar, sem aviso, como num filme.
Ouçam com pouca luz no quarto. Boa semana!
Curtam!

sábado, 15 de outubro de 2011

Path of Hate: descubra os caminhos que o ódio pode trilhar...


Vi esse vídeo no site Poder Aéreo (aqui). Foi ganhador do prêmio de melhor animação no Festival Anima Mundi 2011. Além da qualidade técnica e artística apurada, sua exploração das profundezas da alma humana, retratada a partir do combate encarniçado entre dois pilotos na Segunda Guerra Mundial, nos coloca na difícil condição de pensar sobre o que dormita nas camadas mais profundas de nosso ser. Assistam com o recurso "tela inteira" acionado e som no máximo, se possível com a sala escura... bom combate!
Espero que curtam.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Facebook: O Verdadeiro Big Brother



Pra quem só tem como referência sobre o termo Big Brother o reality show da Globo, sugiro além da leitura urgente de "1984" de George Orwell, a leitura do artigo abaixo sobre como o Facebook pode controlar sua vida, mesmo você tendo feito logout da rede. A vida imita a arte, porém o faz com outros meios, e com mesmo propósito,  dominar. Nesse domínio, a realidade é o que é ditado pelo "grande irmão", na "novilíngua" onde todos dividem a mesma superficialidade sobre tudo, felizes. Pra alegria de todo o sistema corporativo que lucra com cada "like" nosso, inclusive seu, que lê nesse momento essas linhas de desencanto. Diferente da gente, Google, Facebook, Apple, Microsoft, não vieram pra rede à passeio...

fonte: VI O MUNDO


Medo! Facebook sabe tudo o que você faz na rede

Facebook pode saber quais páginas você visita, mesmo que tenha feito logout na rede social

Por Marcos Elias Picão em 26 de setembro de 2011 às 00h48, sugestão da Conceição Oliveira
Problemas de privacidade com o Facebook não são novos: com frequência uma ou outra questão é levantada. Mesmo depois de melhorar a imagem lançando novos controles de privacidade, algumas brechas ainda existem.
Neste final de semana Nik Cubrilovic, um pesquisador curioso, descobriu que os cookies do Facebook permitem o rastreamento de muitos sites que o usuário visita, mesmo depois de ter saído do Facebook (feito logout).
Muitos sites utilizam o botão “Curtir”, que é uma página do Facebook embutida na página do site. O cookie do Facebook armazena algumas informações, como a ID do usuário. Ao acessar um site que tem o “Curtir”, estando logado no Facebook, basta um clique para que a informação vá para seu perfil. Só que mesmo saindo do Facebook explicitamente (logout), o cookie no computador é alterado, em vez de excluído. A ID do usuário continua lá. Então o Facebook fica sabendo de todas as outras páginas em que você navega, desde que estas tenham algum recurso do site – um plugin qualquer ou o mesmo botão Curtir.
Essa informação pode ser valiosa para o site para rastrear a atividade dos seus usuários na rede, possibilitando oferecer sugestões de amigos ou propaganda mais direcionada.
Um experimento curioso relatado pelo mesmo Nik Cubrilovic relata que depois de criar algumas contas fake no Facebook e usá-las por um tempo, o Facebook passou a sugerir a conta dele como amigo ao usar as contas falsas. Como o Facebook ficaria sabendo da relação, sendo que ele sempre saía de uma conta para entrar em outra? Isso coloca em pauta a privacidade ao usar o Facebook em computadores públicos, com acesso de inúmeras outras pessoas.
O ideal seria que limpassem a identificação do usuário, afinal muitas e muitas páginas incluem o botão Curtir, e esse monitoramento – mesmo estando desconectado do Facebook! – em geral não é nada agradável.
Nik Cubrilovic reclama que vem tentando notificar o Facebook há vários meses, sempre sem resposta. O tema foi publicado devido às recentes questões de privacidade envolvidas nas novas APIs, que permitem que um aplicativo do Facebook compartilhe informações sobre as páginas em que o usuário esteve sem que ele precise tomar nenhuma outra ação, nem clique nem confirmação posterior de nenhuma espécie. A situação é preocupante, apesar de só parecer mais um recurso “legal”. Ter seu histórico de navegação parcialmente aberto aos amigos não deve agradar a ninguém, ainda mais quando se trata de rede social, em que muitas vezes, muitos amigos lá são pessoas desconhecidas.
O jeito é sempre limpar os cookies do Facebook, usar algum outro navegador só para isso (talvez o modo anônimo dos navegadores funcione bem), ou simplesmente deixar a rede de lado.
Uma situação parecida é feita de outra forma por outras empresas, especialmente aquelas que controlam anúncios na web, como a gigante Google. Ter o histórico de navegação dos usuários é algo espetacular para quem quer entregar informação complementar ou relevante, que pode atrair ainda mais o interesse das pessoas… Só que sabe-se lá mais o que podem resolver fazer com os dados um dia.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Saudades (Clarice Lispector)

Almeida Júnior - Saudade (1899)
Andei pensando nesses dias sobre o que move as pessoas através da vida. A muito tempo tinha parado de pensar tamanha bobagem, pois cheguei à conclusão que não há sentido algum. No final do século passado Durkheim falou que estaríamos envolvidos, enredados por uma "coisa", termo muito caro a ele, chamada sociedade e que as representações oriundas desta nos preencheria de sentido, sem as quais seriamos como sacos de batata vazios, amorfos. Desta forma, família, filhos, trabalho, uma carreira, a pátria, a fé seriam coisas pelas quais valeriam a pena viver, estimularia nossa principal justificativa social pra persistir em algo eminente natural e trágico que é viver e morrer. Viver não é mole não e sentir-se motivado a tanto exige um regime de crenças poderoso. É preciso crer em muita coisa e muita gente, até em si mesmo, o que talvez mais difícil, pois nossas vontades e desejos são inconfessáveis, daí tantas neuroses e consultórios psiquiátricos e igrejas lotados. Mas quando abandonei a noção de sentido, não me desapeguei do sentimento, talvez meu erro, ou minha fragilidade maior. Como faria um bom pós-moderno, abandonei as meta narrativas e abracei-me às pequenas coisas, às vezes micro que a vida pode oferecer. Corremos tanto em direção ao desconhecido, somos pressionados à tantas condutas modulares, à disciplina do trabalho, aos valores e metas burguesas e alienamos nossas vidas ao que a sociedade espera que sejamos. Parei pra pensar nisso tudo quando vi o texto "Saudade" de Clarice Lispector, e lembrei. Lembrei como sugere o texto não apenas de coisas boas do passado mas dos futuros possíveis, perdidos. Não sabemos aonde vamos, a vida é "real e de viés" como diz Caetano. É melhor não pensar na chegada, muito menos pensar muito durante o caminho. Ter tempo pra pensar é uma atitude subversiva por esses dias, pra ter saudade então, crime capital. O trem do futuro em direção ao abismo não paga por essas coisas.

Saudades
                                                                   Clarice Lispector



Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...



Trilha sonora: Bonifrate. Já tinha postado aqui, mas acho que combina perfeitamente com saudade: "eu ouvi da estrada uma freada de bicicleta, e me lembrei de você"

Sobre a degenerescência do gosto: ainda o caso Rafinha Bastos (o último dele) II



Sobre o afastamento de Rafinha Bastos do CQC também recomendo a leitura do artigo de Adílson Filho do Blog E AGORA?


E agora, Rafinha Bastos?

Sobre esse caso envolvendo o humorista do CQC, considero-o emblemático no seguinte sentido: Ficou absolutamente claro que aqueles que pretendem fazer o humor dito “polticamente incorreto” aqui no Brasil o direcionam apenas a quem não tem como se defender ou não tem cacife midiático para tal.

Digo sem medo de errar, que não se trata apenas das minorias históricas e de pobres. Como fez o repórter Vesgo do Pânico humilhando um gari no Shopping da Gávea no Rio. Só isso era pra gente de indignar e bradar contra.

Mas aí é que tá X dessa questão, não é só isso, mesmo entre os políticos e celebridades eles sabem com quem podem mexer, só “vão na boa”, se é que me entendem..São calculistas, e isso pra mim faz com que além do desprezo que já sinto por fazerem piadas absurdamente infelizes - como aquela com órfãos - os tenha na condição de covardes e “pseudo- artistas”, pois identifico ali um claro limitador para o pressuposto básico de qualquer manifestação artística: liberdade de criação.

Sem dúvida essas pessoas que se julgam artistas, vivem num engano profundo, vendem uma coisa (o humor do politicamente incorreto, ou negro etc_) mas no fundo o que fazem é bater apenas em cima de cartas marcadas. Claro que a liberdade de criação num canal de televisão será sempre de alguma forma limitada poderá se dizer, mas, ora bolas, então não escolha o caminho do humor “doa a quem doer”, pois sabemos que no fundo não é nada disso que se faz mas sim o humor “doa a quem sempre esteve acostumado com a dor”

A coisa fica muito, mas muito feia, é passar atestado de covarde e corrompido pela grana: Com o Gari pode mas com o Dr. Advogado nem pensar, com o Sarney pode escrachar a vontade mas com o Maluf a gente pega leve e dá as costas pra ele deitar e rolar e ser engraçado tb...Com a Argentina está liberado falar até da bomba atômica explodindo aquele povo, mas com Israel nem pensar, pois não querem problemas com os judeus de Higienópolis...E por aí vai..

Por fim, quanto a piada que detonou isso tudo - sobre o bebê da Wanessa Camargo - apesar da opinião negativa que tenho sobre a figura de Rafinha Bastos que prefiro agora não externar, devo ser justo e dizer que não acredito que ele tenha tentado incentivar o estupro de grávidas, a pedofilia ou coisa do gênero. Acho que temos que ter argumentos um pouco mais sofisticados pois creio que esse discurso não resiste a dez segundos com uma pessoa minimamente crítica.

Pelo tom de sua ironia, pareceu-me mais ter empregado ali também o recurso da hipérbole; quando Marcelo Tas “levanta pra ele” o fato dela estar grávida (tudo devidamente ensaiado, claro) e ele diz: “Pois eu comeria ela e o bebê dela juntos”, fica ali pra mim, bem claro, o tom provocativamente exagerado, até por suas expressões.. Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos como Caetano ao se referir a Leonardo de Caprio ou Raul Seixas que nunca quis transar com Deus em suas “Aventuras na cidade de Thor.”

A comunicação se dá também na expressão gestual, basta observar e perceber o contexto, o que é fundamental numa análise. Ora não é preciso varar a Duvivier as cinco pra entender que Cazuza não tava querendo trepar com a própria mãe, caramba..

Agora, com certeza, é bem diferente da Marta Suplicy (PT-SP) que na campanha eleitoral fez insinuações diretas a sexualidade do seu maior adversário.

Fazendo uma comparação, creio que a chance de acontecer uma agressão homofóbica como a lâmpada que explodiu na cara de um jovem na Av. Paulista é muito maior devido a declaração da senadora do que a de alguém estuprar uma criança por que viu um pretenso artista falando uma bobajada daquelas sem graça ao lado de outros bobões tão sem graça quanto..

Fato é que é difícil saber, muito difícil de julgar ali na hora sua intenção - embora tenha dado aqui minha opinião – por isso, fugindo do sexo dos anjos, meu questionamento na verdade é outro: Será que ele faria a mesma piada, por exemplo, com a Ivete Sangalo? Sabemos que não e esse é o ponto.

Volto a dizer, esse caso é emblemático porque pegaram um rapaz que se vendia como “ o destemido” de calça curta, justamente onde ele achava que jamais seria pego e estaria protegido. Mal sabia ele que por trás daquela “moça brega” filha daquele cantor sertanejo “bom de sacanear”, tinha gente muito poderosa, as mesmas pessoas que ele se borra de medo e sabe que não pode mexer de jeito nenhum. (o que também é péssimo, sem dúvida).

Seria mais ou menos como se aquele gari humilhado pelo rapaz do Pânico na TV no Shopping do Rio fosse na verdade um advogado super poderoso que estivesse ali disfarçado, ou fantasiado e jogasse-lhe um processo, tudo ao vivo com a casa caindo devidamente registrado pra quem quisesse ver.

No meio de toda polêmica, uma coisa é fato depois do episódio RB: Pra quem ainda acreditava, acabou de vez a credibilidade e o “barato” de programas do tipo CQC. Vendem um humor implacável, generalizado e sem fronteiras mas no fundo são covardes, pois só batem pesado em quem não tem chance, limitados, pois só escolhem “os manjados estereótipos de sempre” e hipócritas, pois levantam a bandeira da liberdade de expressão mas são no fundo (como o todo o PIG) inimigos desta, como pudemos perceber na demissão do colega de bancada.

Sobre a degenerescência do gosto: ainda o caso Rafinha Bastos (o último dele)

Gostei do papel higiênico!



Há na uma tendência consolidada de humor de qualidade no mínimo muito duvidosa dominando a cena na grande mídia brasileira. Setores, grupos e indivíduos social ou historicamente vulneráveis ou minorias (toleradas, se muito) são literalmente achincalhadas nesses programas por um pensamento elitista, frequentemente machista/sexista (ainda que reproduzido por insuspeitas mães de família tementes à Deus), grosso e frequentemente branco (mesmo quando em pele mestiça, negra, mulata), e, claro, insensível à qualquer coisa que não atenda aos interesses umbigais imediatos ditados pelo termômetro da audiência fácil. 
Como também é muito fácil nesses canais, fazer humor negro com negros, nordestinos, gays, índios, mulheres autônomas e que não precisam atender aos esteriótipos da dandoca submissa, lésbicas, favelados e qualquer um cujo a voz tenha muito dificuldade de se fazer ouvir frente a histeria patriarcal e patrimonial de uma sociedade que evoluiu da Casa Grande e Senzala.
Antes que alguém me ataque de um puritanismo de esquerda por defender o "políticamente correto" (discussão batidaaaa, mas vamos lá), acredito e defendo que canais de televisão não são terra de ninguém onde a propagação de lixo possa ser feito ao deusdará, antes de tudo, trata-se de concessões públicas, por isso, há a necessidade um compromisso ético, ou deveria haver. 
As mazelas éticas do Pânico (poderia ser Pinico) na TV, dos quadros do Zorra Total ou os excessos dos caras descolados e sofisticados CQC são varridos para debaixo do tapete por uma sociedade acostumada com o arbítrio, pela lei do mais forte na qual esse sempre se torna o herói, mesmo não se entendendo de onde vem sua força. Tudo sob o beneplácito da tão aclamada "liberdade de imprensa", outro engodo no qual as insaciáveis máquinas de ganhar dinheiro das emissoras escondem suas mais inconfessáveis intenções sob o manto da impunidade.
Nossa sociedade na qual a máxima histórica para sobrevivência física e navegação social nunca primou pela defesa de qualquer forma de cidadania, (mas, antes, da construção ambígua, hiperbólica e, muitas vezes paradoxal de favores e apoios dos mais poderosos) ri, tolera e alimenta esse tipo de coisa. É interessante que o político corrupto que todo mundo execra, seja eleito pelo voto popular em cada pleito...  
Rir da desgraça do outro mesmo quando esse outro seja eu mesmo ou alguém que esteja numa situação de vulnerabilidade que pode ser a minha ou a sua, mulher, gay, nordestino, analfabeto, judeu (!) é um dos resultados desse movimento hiperbólico, o que responde por parte da audiência massiva que paga a exibição desse tipo de lixo midiático.
Considero o recente caso do afastamento desse Rafinha Bastos do  CQC por ter feito uma piada de mau gosto com Vanessa Camargo bem exemplar de boa parte dessa relação ambígua entre humor, preconceito e arbítrio. Em tese a cantora era um alvo fácil pro "humor" do "comediante": mulher, filha de cantor sertanejo, aparentemente submissa, indefesa... errou, indefesa nem tanto, o marido da moça é muito poderoso e não riu da piada. Ameaçou cortar a publicidade que suas empresas faziam na TV Bandeirantes... mexeu com a pessoa errada. Alguém de fato poderoso, para o qual piadas desse tipo nunca podem ser apontadas. Está pagando com o bolso afastamento da emissora, cancelamento de shows pelos patrocinadores, nem tudo pode ser dito, pelo menos pra quem pode bater mais forte!


fonte: Vi o Mundo


Gilberto Maringoni: Rafinha dançou por mexer com gente rica

O integrante do CQC, que fez piada de péssimo gosto com Wanessa Camargo, já falara coisas piores. Agora mexeu com esposa de milionário, que ameaçou tirar anúncios da TV Bandeirantes. Ninguém classificou caso como atentado à liberdade de expressão. Já quando ministra condena comercial de lingerie machista, o coro é um só: “Censura”!
Qual é o problema com a suposta piada de Rafinha Bastos? Ele antes já exibira todas as cores de seu mau gosto e nada acontecera.
Todos conhecem a pérola, não? O apresentador aproveitou-se de uma bola levantada pelo chefe da cena do programa Custe o que Custar (CQC), Marcelo Tas, sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo, e cortou ligeiro: “Eu comeria ela e o bebê, não tô nem aí”. Foi logo acompanhado por risos e caretas de seus colegas de vídeo, Tas e Marco Luque .
A grosseria foi ao ar dia 19 de setembro. A TV Bandeirantes, que exibe o programa, levou duas semanas para decidir o que fazer. Em 3 de outubro, o apresentador foi suspenso da bancada. Não se sabe se voltará.
Não foi a primeira vez que Rafinha exerceu sua – digamos – sutileza. Em entrevista à revista Rolling Stone, em maio de 2011, ele saiu-se com esta: “Mulheres feias deveriam agradecer caso fossem estupradas, afinal os estupradores estavam lhes fazendo um favor, uma caridade”.
A gracinha com as feias não rendeu ao gaúcho de dois metros de altura nada além de protestos de movimentos femininos. Mas a liberdade com a cantora custou-lhe até agora, além do posto no programa, o cancelamento de shows e o rompimento de alguns contratos de publicidade. Rafinha perdeu grana com a brincadeira.
Pensamento vivo
Repetindo: qual o problema com as tiradas do rapaz de 34 anos, num universo midiático em que o mau gosto, a boçalidade e o “politicamente incorreto” passaram a ser valores em si?
Rafinha vive num tempo em que as demonstrações de preconceito, como as do apresentador de outro programa de entretenimento da mesma emissora, Boris Casoy, não têm consequências maiores. Todos se recordam da fineza do jornalista ao desqualificar dois garis que apareceram em seu programa para desejar boas festas, no final de 2009. Sem saber que os microfones estavam abertos, ele foi ao ponto: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.
O artista do CQC também sabe que o pensamento vivo de gente como o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) recebe destacada acolhida em grandes meios de comunicação. Sua entrevista à revista Playboy  , em junho último, é pródiga em preciosidades. Segue um exemplo: “Moro num condomínio, de repente vai um casal homossexual morar do meu lado. Isso vai desvalorizar minha casa!”.
Outro luminar da intelectualidade midiática, o ex-compositor Lobão, por sua vez, exibiu os músculos cerebrais em um festival de cultura em São Francisco Xavier (São José dos Campos, SP), também em junho. Após demonstrar criteriosamente que toda a música popular brasileira não tem nenhum valor, ele sentenciou: “A gente tinha que repensar a ditadura militar. Essa Comissão da Verdade que tem agora. (…) Que loucura que é isso? Aí tem que ter anistia pros caras de esquerda que sequestraram o embaixador, e pros caras que torturavam, arrancavam umas unhazinhas, não?”.
Os exemplos são infindáveis. Rafinha provavelmente é leitor de Reinaldo Azevedo, o blogueiro de Veja, que, em março de 2010, durante uma palestra no afamado Instituto Millenium, em São Paulo, externou sua particular concepção de liberdade de expressão: “A imprensa tem que acabar com o isentismo e o outroladismo, essa história de dar o mesmo espaço a todos”. Na mesma oportunidade, o cineasta aposentado Arnaldo Jabor lançou o desafio de “impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”. Impedir o pensamento… muito bom!
A baixaria televisiva contaminou até mesmo as campanhas eleitorais. Continuam na memória de todos os ataques da campanha de José Serra à Dilma Rousseff, em 2010, sobre o tema do aborto. Em Nova Iguaçu (RJ), Monica Serra, esposa do então candidato tucano, disse o seguinte sobre a petista: “Ela é a favor de matar as criancinhas”.
Dois anos antes, a campanha de Marta Suplicy (PT) à prefeitura de São Paulo já havia colocado en dúvida a sexualidade de seu oponente, ao  dizer: “Você sabe mesmo quem é o Kassab? Sabe de onde ele veio? Qual a história do seu partido?” Em seguida, aparece a foto do prefeito: “Sabe se ele é casado? Tem filhos?”
Bem acompanhado
Rafinha está em boa companhia. Deve se sentir incentivado para exercer seu rosário de preconceitos. Provavelmente pensa estar “quebrando paradigmas”, investindo contra o estabelecido e externando uma rebeldia adolescente, que lhe granjeia grande popularidade e bons cachês.
Ridicularizar e humilhar quem tem poucas chances de se defender, em uma sociedade com desigualdades abissais como a brasileira, é um grande negócio. Prova isso a lista de clientes dos shows do moço, que constam de sua página na internet. São elas Votorantim, Bosch, Agroceres, LG, HP, Ernst & Young, IBM, Banco Real, Vivo, Springer Carrier, Cargil, Unilever, Motorola, Chevrolet, Sherwin Williams, Valor Econômico, Bunge, GNT (Globosat), Jornal O Estado de S. Paulo, Coca-Cola, Bradesco, ESPM etc. Segundo a Veja, ele foi visto em mais de 730 comerciais somente neste ano.
Rafinha faz parte de uma tendência do humor televisivo, que se abriu após a chegada dos humoristas do Casseta e Planeta ao vídeo. A linhagem envolve também o programa Panico (da Rede TV!) e outros imitadores, além do Zorra Total, da Globo. Todos se dizem distantes da política, independentes e praticantes de um humor anárquico e sem freios. Nem mesmo a participação de Marcelo Tas comopalestrante em um encontro da juventude do DEM ,em novembro de 2008, ou de Marcelo Madureira nas palestras hidrófobas do Instituto Millenium, os comprometem, segundo eles, com idéias que não as próprias.
Acima da cintura
Num panorama desses, repetimos: qual o problema de Rafinha Bastos?
O problema é que o garoto bateu acima da cintura.
Tudo bem desancar garis, a esquerda que foi à luta nos anos da ditadura, exaltar a parcialidade da imprensa e atacar homossexuais e outros grupos vulneráveis.
Não pode é investir contra o topo da pirâmide social.
Rafinha cometeu esse pecado. Wanessa Camargo é casada com Marcus Buaiz, 31 anos, herdeiro de um dos maiores conglomerados empresariais do Espírito Santo, o Grupo Buaiz, que completa 70 anos em 2012. O grupo é formado pela TV Vitória (afiliada da Rede Record), por duas rádios, pelo Nova Cidade Shopping Center, por várias empresas de alimentação (Café Número Um, Moinho Três Rios e Moinho Vitória), pela Buaiz Importação e Exportação, pela incorporadora Meca e pela Automóbile Comércio de Veículos, entre outras.
Marcus Buaiz transferiu-se para São Paulo, onde é proprietário de casas noturnas e restaurantes, além de uma empresa de marketing esportivo, a 9INE, em parceria com o ex-jogador Ronaldo Fenômeno. Segundo o jornal A Gazeta, de Vitória, o empresário e seu sócio teriam ameaçado tirar anúncios do programa, após a performance de Rafinha Bastos. “Um comercial de 30 segundos no CQC custa 130 mil reais. Já um merchandising pode custar de 240 mil a dois milhões e 400 mil reais, sem incluir cachês”, diz a publicação.
Com tudo isso, a Bandeirantes podou Rafinha Bastos de sua programação.
Dois pesos
O curioso da história é que intenção semelhante, de retirada de um comercial de lingerie do ar, por parte da ministra da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes (PT), foi classificada como censura por colunistas de imprensa e até por colegas seus na Esplanada dos Ministérios.
Na peça, em três versões, Gisele Bundchen faz as vezes de uma esposa prestes a dar uma péssima notícia ao marido: estourou o limite do cartão de crédito, bateu o carro ou informa que sua mãe virá morar com eles. É um machismo digno dos anos 1950. Os publicitários da agência Giovanni+DraftFCB devem ter achado o máximo a própria criação. No clima de boçalidade modernosa, não há problema na mulher bonita, mas dependente do marido provedor, invocar seus atributos eróticos para conseguir o que quer.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a representante governista assim se manifestou: “A propaganda caracteriza como correto a mulher dar uma notícia ruim apenas de lingerie e errado estar vestida normalmente. Essa definição de certo e errado caracteriza um sexismo atrasado e superado”.
A ação da ministra está a quilômetros de distância das ameaças que teriam sido feitas pelo marido de Wanessa Camargo ou pela ação da Bandeirantes, que sem mais tirou Rafinha do ar. Iriny apenas solicitou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) a suspensão da peça publicitária.
O mundo desabou sobre sua cabeça, com insinuações sobre estética feminina e inveja da modelo.
O caso Rafinha Bastos é pedagógico. No Brasil, além das mulheres, qualquer minoria pode ser atacada. Menos uma: a minoria dos endinheirados.
Leia também:

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Projeto Cinema e Humanidades


PROJETO “CINEMA & HUMANIDADES”
convida a participar do
V Ciclo Temático de Cinema: Ciências Sociais em tela


PROGRAMAÇÃO DE FILMES E DEBATEDORES

10/10 – “Manderlay” (Lars Von Trier, 2005) – Prof. Gilvanildo Avelino


17/10 – “Um lugar chamado Brick Lane” (Sarah Gavron, 2007) – Profª Luciana Chianca

24/10 – “Chove sobre Santiago” (Helvio Soto, 1976) – Prof. Rodrigo Freire


27/10 – “Onde sonham as formigas verdes” (Werner Herzog, 1984) – Prof. Vancarder Sousa


31/10 – “Amnésia” (Christopher Nolan, 2000) – Prof. Aécio Amaral



03/11 – “Coisa belas e sujas” (Stephen Frears, 2002) – Profª Ednalva Neves

HORÁRIO: 14:00

LOCAL: Auditório 412 do CCHLA-UFPB

Inscrições gratuitas pelo e-mail cinemaehumanidades@yahoo.com.br, ou no local
(será conferido certificado de curso de extensão de 18 horas aos que cumprirem o
mínimo de 75% de frequência no ciclo)
APOIO: Departamento e Coordenação de Ciências Sociais e PRAC-UFPB

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Novidade na Blogosfera: PRA RECLAMAR DO MUNDO!


Leminsky está com um novo blog na praça, além do já consagrado Pra Que Escutar? 
Chama-se Pra reclamar do mundo! (clique)
Clica ai em cima e venha reclamar você também.


Agora eu também vou reclamar!!!

Olá doce internet,


Neste campo sem dono que é a internet, muitos dizem que está ocorrendo uma revolução no acesso a informação, podendo todo mundo se expressar e desta forma mudarmos o mundo. Me deu até vontade de rir quando terminei essa frase, mas precisamente o final dela. Que hoje temos mais acesso a informação não tenho dúvida, que hoje todo mundo pode se expressar, também não tenho dúvida, um bom exemplo é este blog, mas a revolução, kkkkkkkkkkkk. Se alguém achar que estou muito pessimista, entrem rapidamente em alguma rede social e analisem com um olhar critico o que se passa. Agora mesmo entrei no facebook e vi uma publicação que já esta sendo postada por muita gente que diz: O povo acordou, o povo decidiu, ou para a roubalheira ou paramos o Brasil. KKKKKKKKKK!!!!! Com este, existem dezenas todo dia sendo postados nas mais diferentes formas de comunicação via internet, e mesmo assim, o Sarney continua no senado, o Cássio Cunha Lima foi o Senador mais votado na Paraíba, entre tantos que se eu for listar vou ter que abrir outro blog. Porém, paralelo a este fenômeno o mundo pega fogo, protestos na Inglaterra, na Líbia, no Chile, na Grécia, nos Estados Unidos, etc, etc, etc. E os brasileiros se gabando por ser um povo pacifico, kkkkkkkkkkk, postando sua indignação no facebook e indo assistir a novela da Globo, após ler sua Revista Veja, pra depois ler seu livro de cabeceira, que na grande maioria dos casos é um livro de Auto-ajuda. E nessa linha vou eu, reclamando pro vento, no caso pro computador, para que eu possa dormir com a consciência limpa e amanhã me indignando novamente pro computador. Quem sabe não me acham uma pessoa politizada. kkkkkkkkkk!!! 

sábado, 8 de outubro de 2011

Let's Rock? Zaz


Fim de sábado com gostinho e toque parisiense, mais uma musa pra coleção. Nostalgia à Edith Piaf. Acabei de conhecer. Ainda tem o charme do street jazz. Passaria um dia vendo-a cantar, só queria um banquinho na calçada ai...ai...
Curtam!


Just Dance! De-Phazz / Seoan & Ekaterina

De-Phazz


Pra bailar nesse sábado: De-Phazz / Seon & Ekaterina.
Curtam!



Let's Rock? Variety Lab



Conheci a musica dos franceses do Variety lab alguns anos atrás, fruto dos encontros musicais imprevisíveis, proporcionados pelo então revolucionário e-mule. 
A música London in the Rain veio inesperadamente numa das coletâneas aleatórias do Hôtel Costes (vol. 4), imediatamente virou trilha sonora no som do carro, combinava perfeitamente com o clima de João Pessoa, cidade que passa quase seis meses do ano embaixo de chuva, também pelo tom bossa nova, que combinava com o calor que as "monções" (rs) trazia consigo.
Bem, chuva não é o caso nesse momento onde Sol esquenta a areia da praia e exige cervejas mais geladas à mesa e só gente como eu, em um momento como esse, fica em casa alimentando blogs (algo me lembrou alimentando peixes).
Não fui em Londres, ainda. Mas acho que essa música faz essa cidade que sempre me pareceu um tanto cinza, com algo das estória de John Constantine, ganhar um sabor desafiante e contraditoriamente quente, mais ao gosto de Sgt. Pepper's e Lucy in the Sky With Diamonds... a conferir.
Seguem: London in the Rain, Sodapop Confusion e Love is a Bird.
Para ouvir, saber mais: Variety-Lab
Curtam!


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Steve Jobs Forever: em carbonite


NÃO RESISTI.

Steve Jobs is dead! Long live the King?...


Morre Steve Jobs, o primeiro mártir midiático de uma era de bits e hiperfluxos. O arauto tecnológico e mercadológico de uma sociedade hiperconectada em soluções informacionais. Mas também, e talvez acima de tudo, em desejos consumistas infinitos. Inventivo, jovem, inteligente, um líder. Um dos protótipos dos novos yuppies do Silicon Valley, morto prematuramente, agora, uma lenda!  Rei morto, Rei posto! Quem assumirá o trono, Mark Zuckerberg? Preparem-se para a chatice das coberturas jornalísticas dos próximos dias...

domingo, 2 de outubro de 2011

Pra fechar o domingo (mesmo): pegadinha do Darth Vader


Tinha resolvido encerrar esse domingo aqui no blog até que vi esse besteirol ai embaixo.
Desculpem, não resisti!
Segue:


Prometo que agora paro! Vou sair da frente do YouTube e voltar pra televisão. "And get a free cookie!"