quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Blade Runner: mais devaneios sobre amar



A metáfora para amar poderia ser andar no fio da navalha. Mas não é, pois andando se vê mais facilmente onde se vai colocar o pé ... 
Correr é um termo mais apropriado. Correr de forma desembestada e cega sobre a lâmina que paradoxalmente vira pista de atletismo e sua melhor amiga, pois torna-se vício, desejo, conforto e tormento. 
A mesma que vai picotar seu coração ao final, quando tudo parar. E ainda assim, corremos, atletas obsessivos por esse sei lá o quê, que sempre nos escapa. E mal conseguimos nomeá-lo . 
As marcas pelo chão lembram dos caminhos sem volta. E seguimos sem nos importar com os sulcos profundos que sobrarão na carne dilacerada quando tudo terminar, de novo, e de novo...


ps: escrito a partir de comentário originalmente feito para um post no blog AnaCrônicamente 
e, claro, algumas impressões sobre o romance de Rachel e Deckard em Blade Runner.

Um comentário:

  1. não à toa que ao começar a ler o texto tive uma imediata identificação, depois veio o reconhecimento e logo a confirmação de que tratava-se de algo já expressado, manifestado. adorei o link e referência. ainda bem que tenho você pra entender.

    ps: excelente texto, pra variar.

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