domingo, 4 de dezembro de 2011

Nossos Tempos de Poesia e Mila

Gravura: Augusto do Nascimento

Dedé revira seu "Google interno" e nos presenteia com mais uma missiva poética registrada em guardanapo nos heroicos tempos do Mila, o nosso querido e mítico buteco em frente ao Centro de Humanidades da UECE, capitaneado pelo pacientíssimo Abílio. Nossos tempos idos de poesia, amor e dor... que, mesmo sem precisar pensar muito e a bem da verdade,  nunca cessaram... ficaram encantados...


À Taverna Mila
  
Quando resolvíamos nos embriagar
Tomar todas junto às belas da UECE Vila
Dirigíamo-nos céleres ao nosso Mila
Em busca de sonhos juntos a se sonhar.

No Mila era assim feito um bar e o Caos
Relações frígidas e cervejas além-geladas
Des)(conversas, indiferença e algumas fiadas
Camas pós-camas e as possibilidades das naus!

Ao Mila enfim todos tínhamos o desprezo e auxílio
As doces ilusões do álcool, caldo de gato e amigos
Havia ainda a irreverência séria do grande Abílio

O burburinho dos quase eternos bêbados em desalinho
A poesia da troca de olhares sugestivos e poucos precisos
E a certeza das incertezas de Musas, próximo ao idílio!

Dedé Calixto
1995


Nenhum comentário:

Postar um comentário