quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Chico Buarque: o poeta cordial


Que Chico Buarque é filho de um dos fundadores da sociologia brasileira, Sérgio Buarque de Hollanda, todo mundo sabe. Mas sempre me perguntei o quando da obra, carreira, perspectivas de mundo do pai haviam deixado traços na obra do filho. Pergunta parece ser de fácil resposta, pois a obra de Chico transpira toda a cordialidade da uma alma brasileira, em todo seu alcance, para o bem e para o mal, sempre com o coração. Algo que Sérgio Buarque tão bem mapeou. Mas por tão bem distribuída pela obra, a cordialidade torna-se difusa, algo como visto no dia a dia, nas ruas, no miúdo do cotidiano das relações sociais brasileiras. Por esse motivo, parece que sentimos mais do que vemos. Chico é um dos cronistas e poetas dessa emotividade onipresente e única do brasileiro, algo que pulsa em repouso sob a epiderme e treme ao ser acessado pelas paixões. Bem, então, segue o próprio discorrendo sobre a nossa cordialidade e cantando À Flor da Pele. Mais apropriado impossível.
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