domingo, 26 de fevereiro de 2012

Let's Rock? White Gold - Ladytron (live)



Linda!
Para um fim de tarde de domingo com chuva em Intermares.
Curtam!

The Big Brother Watching You! - mais Facebook e os riscos da perda da privacidade


"The Big Brother watching you"! Nunca o vaticinio de George Orwell em "1984" pareceu tão perigosamente atual. Apesar das possibilidades incríveis de comunicação que Facebook possibilita, cabe pensarmos um pouco sob o incrível poder de uma única empresa ter acesso de forma indelével às mais sensíveis informações pessoais de milhões de pessoas no mundo inteiro. 
Essas informações estão sob guarda do poder corporativo pra sempre, além de não mais existir anonimato, elas podem ficar disponíveis a qualquer momento por quem pagar mais pelos bancos de dados que as armazenam... E seguimos felizes dividindo nossas vidas via Big Brother...

Let's Rock? Postcards from Italy - Beirut



Beirut entrou em minha vida em 2007, junto com uma compilação que um amigo me passou. Ouvi quase até furar. Em 2008, pra minha surpresa, uma música do grupo, Elephant Gun passou a fazer parte da trilha sonora da mini série "Capitu" da TV Globo. Certa noite, quando ouvi em algum momento os acordes da música  na TV (esta, displicentemente ligada na sala), corri para conferir do que se tratava... Então tive certeza, Beirut nunca sairia da minha playlist.
E porque hoje é domingo, faz um sol lindo e é preciso ter nostalgia pra fazer poesia: Postcards from Italy.
É possível coisa mais linda?
Curtam!



PS: Só flores multicoloridas combinariam com toda a emoção que essa música transpira. Que sejam as mais bonitas!

Sonho de Carnaval - Chico Buarque



Tardio, mas fundamental.



"Que gente longe viva na lembrança..."

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Poesia 26: Ela fez um samba


Ela disse que faria um samba assim
Com gostinho de açaí
Moreno, intimista
Cheio de desejo
Daqueles de cantar em falsete
Do tipo de desmontar
Ela disse que pensou num samba
Desses que se canta quando se encontra
Desses que se assobia quando à toa
Ela escreveu um samba no carnaval
E dançou miudinho
Enquanto ia alegre, de fantasia
Inventando uma nova estrofe
Por ai
Ela inventou um samba
E sem saber
Enquanto ia
Presenteou-me com um poema

                                                                          Van
                                                                        25.02.12

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E chegou a quarta feira: bem vindos a 2012!

"É de fazer chorar"...


Acepipes Cinematográficos - Dr Fantástico ou: Como eu aprendi a parar de me preocupar e amar a bomba (Stanley Kubryck)


CURTAM!

Projeto U.F.O. Contatos Imediatos...




...Ou, como aprendi a amar e temer os OVNIS quando criança. 
Tenho que confessar, as noites ficaram muito mais empolgantes com a possibilidade deles existirem. Pensando bem na sua estrutura hoje, talvez um ancestral remoto do Arquivo X (ou nem tão remoto assim).
A série para TV foi produzida entre 1978 e 1979 pela rede NBC. Foi inspirada em eventos reais descritos nos relatos do "Projeto Livro Azul", da Força Aérea Americana, criado em 1952 para investigar a possibilidade de contatos extraterrestres, e que atuou durante as décadas de 1950 e 1960.
Na verdade me pelava de medo de encontrar um OVNI na estrada como aqueles de Contatos Imediatos do Terceiro Grau!
Foi duro perceber que deixei de acreditar em OVNIS ao longo da vida.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Voltei Recife - Alceu Valença

É hoje!
VOLTEI RECIFEEEEEEEEE!
Aos que vão, a gente se vê por lá. Aos que ficam, saudades!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque)


E é Carnaval... de novo!
Com Chico Buarque, assim, em grande estilo!
Curtam!

Piratas do Tietê - Laerte


Inspiração para o Carnaval!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A era do capitalismo fofinho e seus dissidentes

Quando constatamos que a maioria dos encontros se dão eminentemente no espaço virtual, o conflito é negado até que a realidade se decomponha, as amizades se dão dentro de "clubes" fechados e "curtir" qualquer coisa, pessoa ou situação com um "like" é o suficiente como forma de expressão, podemos estar diante dos sinais de que uma sociedade cor de rosa, "do bem", insidiosamente controladora e cínica está pronta para assumir a realidade. 

"Espaço de relacionamento protegido, espécie de jardim murado de redes dentro das redes, o Facebook é uma máquina de aceitação feliz do mundo", 

Haverá resistência?...












A era do capitalismo fofinho e seus dissidentes

Um regime cuja lógica se explicita na iconografia da Web 2.0.

Texto: Giselle Beiguelman •









FONTE: SELECT
A Web 2.0 celebra um mundo cor-de-rosa e sem conflito, mas há formas de ocupação que questionam o que vem sendo chamado de “a economia neoliberal dos likes”

Fofinho2
O processo de globalização colocou os teóricos diante da necessidade de dar conta, sob novas perspectivas críticas, da reconfiguração cultural e política da ordem mundial. O capitalismo, que até o fim dos anos 1980 foi tratado como o vilão conceitual por excelência do mundo acadêmico – especialmente na Europa e na América Latina – precisava, diante da crise das utopias de esquerda do século 20 e dos modelos revolucionários tradicionais, ser reavaliado. Não por acaso, desde meados dos anos 1990, vêm sendo formuladas definições de diferentes matizes ideológicos sobre o tema.
Para o sociólogo espanhol Manuel Castells, autor do referencial A Sociedade em Rede, vivemos hoje um capitalismo informacional e baseado na produção, consumo e circulação de informações. Para Antonio Negri e Maurizio Lazzarato, o que vigora é um capitalismo cognitivo, em que a posse do saber é a riqueza (e não mais a posse do trabalho do outro). Até Bill Gates arriscou o seu conceito _ capitalismo criativo _ conclamando os grandes empresários a investir parte de seus lucros em atividades sociais.
A essas definições propomos mais uma: capitalismo fofinho. Trata-se de um regime cuja lógica se explicita na iconografia da Web 2.0. Ele celebra, por meio de ícones gordinhos e arredondados, um mundo cor de-rosa e azul-celeste que se expressa a partir de onomatopeias e exclamações pueris. Essa celebração opera por meio de um design de informação, cujo objetivo parece ser suprimir a possibilidade de conflito. A forma mais bem acabada desse tipo de design é a do Facebook, o empreendimento online mais bem-sucedido de todos os tempos.
Espaço de relacionamento protegido, espécie de jardim murado de redes dentro das redes, o Facebook é uma máquina de aceitação feliz do mundo. O pai do seu amigo morreu? O Japão foi inundado por um tsunami? A jornalista sumiu na Líbia? Ótimo, você pode apertar o botão Like e curtir isso tudo com seus amigos. No limite, isso cria uma verdadeira rede antissocial, pois esse modelo tende à rarefação dos conflitos, uma vez que suprime a necessidade de negociação entre as partes.
Consolidam-se aí mundos planos, de comunidades cujos membros replicam os gostos uns dos outros e no qual entram apenas aqueles que são nossos semelhantes. Isso não implica, porém, que organizem redes de inteligência coletiva ou vocação para o comum. Pelo contrário, fomentam, paradoxalmente, uma aspiração individualista que calibra o sucesso de sites como Is It Old?
O Is It Old? é um programa de busca que pretende proteger seus usuários de passarem por trouxas. “Antes de fazer papel de bobo quando envia um link para seus amigos, colegas ou seguidores no Twitter, insira-o aqui para ter certeza de que é novo o bastante”, adverte a home page. Caso já tenha sido tuitado mais de uma meia dúzia de vezes, o site vocifera: “Ridiculamente velho! Isso já está cheirando mal. Já foi tuitado 120 vezes e há mais de 200 dias”.
Contudo, são em grande parte os mecanismos disponíveis nas redes sociais e no seu imaginário o que permite também a articulação de novas formas de fazer política, grupos de contestação que estão dando cara ao século 21, como ficou patente com a Primavera Árabe, as ações do WikiLeaks e dos Anonymous, todas bastante discutidas nas mídias de todos os portes.
Cest_nous
Designers propõem uma linguagem visual das ocupações
Mais diluídas e, no entanto, cada vez mais constantes são as infiltrações que se espalham nas redes sociais, através do Twitter e do Facebook, e tensionam o campo do design de informação e a retórica do mundo sem pontas e sem perigos do capitalismo fofinho.
Trata-se de uma ocupação da web que se dá na periferia e nos interstícios das redes corporativas, contestando o que vem sendo chamado da economia neoliberal dos likes (ícones de aprovação do Facebook), que se justificam pelas suas ações pontuais e locais. São verdadeiras Zonas Autônomas Temporárias – uma conceituação de Hackim Bey para grupos que se unem em razão de objetivos comuns, em formatos não hierárquicos, como bandos efêmeros.
Um bom exemplo disso foi o #SOPAblackout, que uniu ativistas, Wikipedia e sites de corporações, como Google e Flickr, contra a votação da lei antipirataria norte-americana, no dia de sua apresentação à Câmara dos Deputados nos EUA, retirando mais de 100 mil sites do ar por um dia. (Leia especial sobre o assunto na seLecT online).
Outras formas de ocupação que também questionam as dinâmicas do capitalismo fofinho são movimentos como o Occupy Cyberspace, que propõe a formação de uma rede social dos ativistas do OWS, a Global Square, e redes alternativas, como a Diaspora.com e Unthink.com, em operação desde o ano passado.
Extremamente bem cuidadas do ponto de vista do webdesign – clean no caso da Diaspora, e contemporâneo no da Unthink –, apostam em uma estética menos infantilizada e em políticas de preservação da privacidade de seus membros. Comprometidos com agendas transformadoras, buscam, acima de tudo, outros parâmetros de sociabilidade que não redundem em uma abordagem quantitativa das afetividades balizada pela competição por números de amigos e seguidores.
Eyes_wide_open
Na mesma direção, com plataformas menos ambiciosas, porém não menos críticas, merecem destaque projetos como o Hatebook, que parte do pressuposto de que ninguém tende a ser mais seu amigo do que o inimigo do seu inimigo, e o My Frienemies, no qual nos cadastramos com informações sobre o que não gostamos.
São nesses espaços que a ideia de ocupação, palavra prenhe de significados militaristas, ganha novas dimensões propondo um território de confluências e objetivos temporários, baseados em princípios que não cabem mais em cartilhas de esquerda e direita, mas que pressupõem a construção coletiva de novas agendas comuns. Elas reinventam as formas de sobrevivência, de convivência e especialmente de fazer política, que deixam de ser feitas na internet, ou fora dela, para vazar nas redes de todos os tipos e formas.
Publicado originalmente na edição impressa #4.
Créditos: Jake thomas, occupy Labs, ashLey carter, eL passo Libre e phLoating man. Ilustração do destaque: Bruno Pugens.

Let's Rock? Love Interruption - Jack White


Jack White divulgou a pouco o clipe para a música "Love Interruption", que comporá seu novo disco, intitulado "Brunderbuss".
Gentilmente ele nos coloca naquele ponto de ruptura de nossas tensas fibras nervosas, lugar onde a poesia do blues e do rock se encontram pra esfarinhar nossas grandes verdades sobre o amor... Com graça e paixão.
Curtam!

I want love to
Roll me over slowly
Stick a knife inside me,
And twist it all around.
I want love to
Grab my fingers gently
Slam them in a doorway
Put my face into the ground
I want love to
Murder my own mother
And take her off to somewhere
Like hell or up above.
I want love to
Change my friends to enemies,
Change my friends to enemies
And show me how it's all my fault.
I wont let love disrupt, corrupt or interrupt me
I wont let love disrupt, corrupt or interrupt me
Yeah i wont let love disrupt, corrupt, or interrupt me anymore.
I want love to
Walk right up and bite me
Grab ahold of me and fight me
Leave me dying on the ground.
And i want love to
Split my mouth wide open and
Cover up my ears,
And never let me hear a sound.
I want love to,
Forget that you offended me
Or how you have defended me,
When everybody tore me down.
Yeah i want love to
Change my friends to enemies,
Change my friends to enemies
And show me how it's all my fault.
Yeah i wont let love disrupt, corrupt or interrupt me
I wont let love disrupt, corrupt or interrupt me
I wont let love disrupt, corrupt, or interrupt me anymore.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bonifrate - A Farsa do Futuro Enquanto Agora



Música para encerrar uma sexta feira leve, mas com ares de grandes desfechos e momentos decisivos, desses que queriam nunca acontecer. De grandes viradas de sentido, esclarecimentos ou simplesmente com a vontade de ficar em frente ao tempo e deixá-lo correr, sem implicância, sem medos, sem arrependimentos, sem tentar entender nada.
Uma sexta na qual a memória foi ultrapassada pelo presente, e este gritou: "nos vemos no final". Mas o futuro é depois, haverá final?
O final poderá nunca chegar, o presente pode ser eterno...
Então ótimo! Vamos viver a vida, ver os amigos, fazer planos tolos, olhar as estrelas, ouvir música, cantar com voz desafinada, tomar banho de mar...
Mais uma vez aqui no blog: BONIFRATE e seu rock rural!
Bom Final de Semana!
Curtam!

Porque hoje é sexta feira!

Laerte - Gato e Gata

"A vez dos zonzos
Talvez enquanto
Quisermos ser
Daqui pra já
Eu e você
Daqui pra lá
Não vai sobrar
Nada pra ser
Mas quem se importa?
É sexta-feira, amor! Sexta-feira!"

                                                          Cícero - Ponto Cego

Let's Rock? Ruído/mm - Mariachis/ Petit Pavé/ Introdução à Cortina do Sotão



Agradável descoberta dessa manhã! A banda apresenta uma sonoridade diversa, que vai de elementos do progressivo ao jazz, com muita psicodelia. Envolvente, contemporâneo e arrebatador. Precisamente dirigido a ouvidos dispostos a experimentar novas possibilidades de se perder dentro da música. Vale ouvir cada mm...
Mais aqui: Ruído por Milímetro
BOA SEXTA!
Curtam!






Aqui uma apresentação completa, gravada em 03 de setembro de 2011. Lançamento do disco Introdução à Cortina do Sotão:

Noites Quentes. Dias de Verão.

Lua cheia nascendo sobre o mar de Intermares.
"...Fica por aqui
Vem cuidar de mim
Vamos ver um filme, ter dois filhos
Ir ao parque
Discutir caetano
Planejar bobagens
E morrer de rir
Fica bem aí
Que essa luz comprida
Ficou tão bonita
Em você daqui..."

                                  Cícero - Vagalumes Cegos

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Uma tirinha: Don Serapio

fonte: aqui

Cícero - Canções de Apartamento (2011)



Cícero foi uma boa surpresa recente. Para mim, na mesma safra de Bárbara Eugênia, Bruno Morais, Wado e Pelico. No mesmo nível das surpresas de 2009 com Marcelo Petit, Tiê e Tulipa Ruiz (nossa, agora pareceu tudo tão distante).
Seu disco, Canções de Apartamento (baixar: AQUI) nos conduz pra uma prazerosa, porém cortante, viagem de perdas e despedidas, azares, um pouco de sorte, pequenos encontros e muito desencontros. Colcha de retalhos de pequenas partes da vida de todo mundo, da sua, da minha de uma forma dolorida e... paradoxalmente, boa! E arrisco mais, apaixonante! Aquela dorzinha gostosa a qual só quem passou conhece, e só quem viveu merece sentir. Sua pegada musical intimista soma-se ao teor minimalista das composições, pequenos puzzles afetivos, ora formando quadros, ora totalmente esparramados e disformes sobre o piso de um apartamento desconcertantemente vazio.





Uma Tirinha

Então é Lua cheia!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Let's Rock? Placebo - Bigmouth Strikes Again

Lua cheia nascendo, vista da praia de Cabo Branco. João Pessoa-PB.
(Vancarder)
Porque tem uma Lua cheia incrível sobre o mar hoje! 


The answer to life, universe and everything...



42... Of course!

Bruno Morais - Continuar / Hoje eu vou te acordar


Como toda coisa escrita, e toda situação na vida pede algo pra ser cantado, que seja Bruno Morais a fazê-lo. Som surpreendente o dele, vale todas faixas do seu A VONTADE SUPERSTAR. Ouvir e ouvir de novo.
Ele e seu infalível plano, "continuar"... "nem tanto quanto você"...
Curtam!



Poesia 25: Uma tatuagem borrada

Essa noite não adiantou a encher a cara
Nenhuma beleza o acalmaria
Nada nesse mundo podia acalmar
O mundo era opaco: fumaça, vodka e gelo
Sexo ia e vinha
Sem expectativa, apenas funcionar e roçar de corpos
A vida é assim, cheia de maquinismos
Agora estava tudo na conta dela
Tinha que voltar
Ainda pensava naquela garota
Nessa noite parecia que matá-la não resolvera
Não havia mais para onde o retorno
Quantos quilômetros até aqui
Mais garrafas e noites sujas ajudaram menos ainda
Covardia era a regra do amor
Só é valente quem começa
Todo final é sujo
Toda ida por mais corajosa ainda é covarde
Queria gritar aquilo
Arranhou-se por dentro
Fez na alma uma tatuagem borrada onde se lia com dificuldade:
"Amei você,
Matei-a uma noite dessas com algumas garotas
Foda-se o resto!"
Você está morta, não me entenderá
Pela última vez desculpe-me
Isso é apenas rock’n roll, 
Baby.

                                                            Vancarder

Let's Rock? April March - Chick Habit

Da trilha de Death Prof.

Poesia 24: Planos


Faça seus acordos
Planos
Tratos com o acaso
Tente sair
Esperneie
Grite
E saia
De mãos dadas com a certeza
Seja você mesma
Assuma sua ira
Seu medo, seu amor
Viva profundo
E se suje no que não vale a pena
Ganhe onde todos perderam e conte uma história
Tenha uma história pra contar
Mostre suas cicatrizes de um futuro que não verá
Vire sua guitarra ao avesso
E continue tocando
O caminho não termina nesse trato
Quebraram-se todos

                                                                            Vancarder