terça-feira, 10 de abril de 2012

The Visitor (O Visitante), 2007



Lá na caixa de diálogo do timeline do Facebook lê-se: "no que você pensando?". Pensando no que estou pensando, me flagrei na hora do pulo do gato do pensamento, no momento que se sente em 360º todo o ritmo e sorte das mudança das coisas, da vida, de tudo. Inflexões, torções, subtrações, adições de experiências, trajetórias, essências, pessoas e caminhos. Tudo traz e deixa marcas, tudo redefine o cotidiano e o banal da experiência até o momento no qual o ponto de partida torna-se um ponto dissolvido em meio a tantos outros pontos, tantos motivos e tanto passado. Porém, ali.
Uma coisa leva a outra, e o oficio de ser cristaliza-se numa espécie de arqueologia de si mesmo, quando se descobrir passa também pela tarefa de entender certas pistas do passado que lançaram as pontes para esse presente e não um outro qualquer, onde tudo seria totalmente diferente.


Como falei antes, uma coisa leva a outra, e na internet como na vida isso é uma verdade que se impõe. Pensei nisso tudo ai em cima porque revi um filme maravilhoso, quase que por acaso, The Visitor (2007), do diretor Thomas McCarthy, com o veterano ator Richard Jenkins no papel principal (pelo qual foi indicado ao Oscar de melhor ator). O filme também conta com a trilha sonora belíssima de Jan A.P. Kaczmarek, da qual pode ser apreciada o tema de abertura logo abaixo.
Nos Estados Unidos, de pernas para o ar após o 11 de Setembro, um entediado e solitário professor  universitário de economia se vê em uma dessas grandes e imprevisíveis mudanças de curso, onde improváveis personagens oferecem um horizonte de transformações, surpresas e desafios, que o tornarão afinal, um nova e também inesperada pessoa. Um filme delicado e belo, desses que certamente marcarão de alguma forma, e para sempre, as sensibilidades mais abertas.


Particularmente, tomo-o como um marco.


Curtam!


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