quarta-feira, 30 de maio de 2012

Marcha das Vadias - João Pessoa: por uma sociedade sem machismo (urgente)

Marcha das Vadias - João Pessoa, 09/06/12, 9h. Lagoa.



Marcha das Vadias acontecerá no próximo dia 9 em João Pessoa

Mulheres paraibanas se uniram para reivindicar respeito e igualdade entre os gêneros humanos


POSTADO POR VIRGÍNIA EM NOTÍCIA, DIA: 29/05/2012 ÀS 14:34H
FONTE: POR VIRGÍNIA DUAN





"Acontecerá no próximo dia 9, a Marcha das Vadias em João Pessoa. A ideia da Marcha surgiu em 2011 no Canadá como forma de protesto, após um policial, que ministrava uma palestra de prevenção ao estupro em uma Universidade de Toronto, ter declarado que as mulheres não seriam vítimas de estupro se “evitassem se vestir como vadias”. Indignadas com o desrespeito, as universitárias organizaram a “Slut Walk” (Marcha das Vadias) que obteve grande repercussão na mídia e se espalhou pelo mundo. Segundo as declarações das organizadoras da Marcha das Vadias de Brasília, a ideia de fazer essas manifestações no Brasil é porque “infelizmente a fala do policial canadense ecoa em vários outros países”.
Diariamente milhares de brasileiras sofrem agressões de natureza física e/ou moral em ambientes de trabalho, transportes públicos, dentre outros. Cansadas desses abusos, algumas se uniram, trocaram ideias e organizaram suas marchas em defesa da integridade e respeito feminino. Em um vídeo de chamada para Marcha de Brasília, as organizadoras afirmam que para acabar com o machismo na sociedade faz-se necessário, antes de tudo, encarar o machismo em nós mesmas (os): “É por isso que dizemos, sem medo ou constrangimento: Se ser livre é ser vadia, somos todas vadias!”
O problema deixou de ser de caráter privado e tornou-se de esfera pública. Em João Pessoa, mulheres de diversos segmentos da sociedade se preparam para fazer a caminhada em prol dos seus direitos. “O intuito da marcha é mostrar que os estupros acontecem por causa da visão patriarcal e machista que ainda considera o corpo da mulher objeto de dominação masculina. Queremos respeito no campo de trabalho e familiar, queremos uma sociedade que não nos impõe um padrão de beleza que mercantiliza e ‘objetifica’ os nossos corpos na mídia e no mercado, queremos que toda mulher tenha o direito de se vestir e de se comportar como bem entender, sem que isso seja uma justificativa à violação de seu corpo, queremos salários iguais para funções idênticas”, reivindica uma das organizadoras da Marcha em João Pessoa, Nathalya Ribeiro.
Em um primeiro momento as pessoas ficam chocadas pelo termo “Vadia”, inclusive mulheres que não estão informadas sobre o motivo deste nome, sentem-se ofendidas. “Utilizamos esse termo porque esta palavra é usada contra as mulheres diante de alguma atitude de liberdade, principalmente a liberdade sexual, pois na sociedade em que vivemos excludente e machista, a liberdade sexual da mulher é tabu e gera preconceitos diversos. Porque esta palavra provoca e faz refletir o que é e quem é uma mulher que não segue um padrão de conduta imposto pela sociedade, que se escandaliza com a palavra vadia, porém não se escandaliza diante dos casos de violência que acontecem com as mulheres”, esclarece Nathalya.
Muitas mulheres que se apresentam enquanto feministas, sofrem discriminações e são chamadas por termos pejorativos como “mal amadas”, por exemplo. Segundo Nathalya, o conceito de feminismo é muito deturpado pela sociedade: “É bastante comum a gente ler e ouvir comentários sobre o feminismo como se fosse equivalente ao machismo, mas não é nada disso. De forma bem simples, o feminismo, ao contrário do machismo, busca a igualdade de direitos entre homens e mulheres, trabalhando a ideia da liberdade e autonomia e lutando contra todas as formas de violência, exploração e opressão que as mulheres sofrem no cotidiano”, explica.
Para quem deseja apoiar a luta ou debater de forma pacífica e livre de preconceitos o assunto, a Marcha das Vadias de João Pessoa acontecerá no dia 9 de junho às 9h, em frente da “Pedra do Reino”, no Parque Solon de Lucena".

Um comentário:

  1. É chegada a hora, mesmo que tardia, de lutar e de conseguir, direito, direito, direito para TodAs.

    Mulheres do Brasil marchando pela igualdade, pelo ir e vir.

    - Briggida.
    - Presente!

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