"DAVE BOWMAN: You see, something's going to happen. You must leave. HEYWOOD FLOYD: What? What's going to happen? DAVE BOWMAN: Something wonderful" (2010: The Year We Make Contact)
domingo, 4 de março de 2018
sábado, 24 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Nenhum Apelido
![]() |
| Hugues Erre Fonte: Clique Aqui |
Meu Bem,
Hoje me dei conta, depois de tantas cartas, que você nunca me chamou assim. Nunca me deu nenhum apelido, qualquer
nomezinho carinhoso desses que pessoas abestalhadas dão para outras quando apaixonadas.
Mas só com o tempo é que esses pequenos detalhes começaram a parecer
relevantes, quando não havia mais nada daquilo - que tudo poderia ter sido - em
nenhum lugar. Nem na ida, nem na volta.
Pode parecer estranho para você que eu
ainda me interesse por reminiscências, pequenas coisas que a pressa adormeceu
esquecidas pelos cantos da casa: sua ansiedade, seu medo, seu sexo cru e
urgente, seu suor agridoce. Hora ou outra, encontro uns pedacinhos de alguns
deles. Me apego a eles em silêncio, mudo como o meu telefone, como se fosse um e-mail
inesperado, talvez o último, no qual diga que até a sua cidade agora lhe fazia
mal.
Encolhido nesse canto tomo um gole daquela vodka que você deixou e choro escondido de mim mesmo. A cidade também já me é
estranha e não há nem um apelido nosso para lembrar.
Ou sou que já não consigo?
sábado, 3 de fevereiro de 2018
sábado, 30 de dezembro de 2017
Hans Zimmer - Day One (Trilha Sonora de Interstellar)
FELIZ 2018!
Marcadores:
Day One,
Hans Zimmer,
Interstellar,
música
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
domingo, 8 de outubro de 2017
domingo, 3 de setembro de 2017
terça-feira, 29 de agosto de 2017
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Olhares, Uma Foto, Um Postal
Depois que ela entrou em sua vida seus dias foram
tomados de uma euforia sem controle. Ao mesmo tempo, tão escondida quanto
facilmente vista por qualquer um que visse a forma como coçava a cabeça quando
estava em sua presença.
Os olhos negros dela o faziam mirar na direção que
queriam. Ver o que ela queria. Sua boca e fartos lábios diziam as palavras que
ele ouviria sem cansar durante o somatório infinito de minutos que durasse seu
sorriso. O balançar de seus cabelos o embalava até todos os próximos encontros
que sequer ainda haviam marcado.
Ouviu com atenção a música que ela ouvia naquele
dia, criou para si um vídeo clip que se desdobrou em textos sem fim. Ela nunca
disse nada sobre seu amor. Ele nunca fora um passo além em nada que o
denunciasse ainda mais. Ela sabia, ele sabia. Bastava. Depois disso era vida
que seguia.
A mágica se dera no encontro, em um ou outro momento
em que não puderam mais se desviar do fato que suas vidas nunca mais seriam as
mesmas depois daquele passo.
Há muito não se tem noticias deles. Há quem diga que
seguiram para um país distante de onde nunca mais voltaram. De lá parece que
enviaram um cartão postal e uma foto deles para um amigo mais próximo.
Quem viu
seus olhares naquele instantâneo jura que viverão juntos para sempre.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Charles Bukowski - Girl on The Scalator
Um filme de Kayhan Lannes Ozmen.
Marcadores:
Charles Bukowski,
Curta,
Filme,
Kayhan Lannes Ozmen,
Nowness
domingo, 13 de agosto de 2017
sábado, 15 de julho de 2017
Meu Melhor Hospício
![]() |
| Jasmin-Meyer |
Meu bem,
Agora que o tempo passou,
posso falar comigo mesmo sobre a última vez que estivemos juntos. Aprendi um
jeito novo de ficar em silêncio e usar a mudez para te manter em algum lugar da
memória onde não te perca de vista. Assim posso vê-la sempre, porém sem me
decompor naqueles tantos pedaços que nunca mais serão remontados, firme na
insegurança que sempre tive em relação ao que sentia. Posso te dizer daquela
ansiedade em quase tocar teus cabelos, da euforia em sentir teu hálito, de ver
toda minha vida num único sorriso teu.
Você disse que um dia
voltaria, que um dia estaríamos juntos novamente. Desse dia em diante meu
passado nunca mais foi o mesmo. Por isso, todo o cuidado que tenho com os
passos que dou no labirinto de cenas esmaecidas daquele dia. Também por essa razão
tenho bebido mais, errado mais e ficado cada dia mais à vontade no pequeno hospício
que virou minha memória.
Meu bem, naquele dia
você, pelo menos uma única vez, deveria ter se permitido ser outra pessoa. Hoje
talvez eu não conseguisse lembrar de nada.
Mas nem por isso seria mais feliz.
Assinar:
Postagens (Atom)



