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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cérebro Eletrônico - Tristeza Retrô

Do álbum “Vamos pro Quarto” (Cérebro Eletrônico), uma das melhores surpresas musicais do ano recém-falecido.
Porque tristeza não é momento, e sim condição. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Junio Barreto - Passione



"Perfume do meu paraíso
Bonita estrago do meu céu
Que até me custe, valha a vida
Vou te amar, vou te amar
Passione, tenho por tu
Tanto guardadinho amor
Agressive não
Safada, és meu vício
Morro em você
Pra viver em mim"

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Bruno Morais - Bichinho do Sono

Gente, sei, sei, faz tempo que não escrevo no blog. O ano está acabando e eu nada de dar as caras... feio, isso! Fico postando clipes e nada de texto novo. Enquanto o texto novo não sai (pode ser daqui a pouco, a qualquer momento, mesmo), fica a dica para que ouçam "Bichinho do sono" de Bruno Morais. Agora a noite, 22:38 horário de João Pessoa-PB, a medida certa entre o embalo de uma poesia simples e envolvente, com o abraço de um momento assim, à toa, nos qual os devaneios fazem o trabalho deles, nos devanear.
Espero que curtam.

 .

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Jards Macalé - Soluços (1970)


O genial Tropicalismo à flor da pele de Jards Macalé.
Ouvir até lembrar que a pele já não está mais lá, arrancada pela raiz.
Vibrante onde agora só há nervos, veias, músculos e sangue.
Curtam!




Quando você me encontrar
Não fale comigo, não olhe pra mim
Eu posso chorar
Quando você me encontrar
Não fale comigo, não olhe pra mim
Eu posso chorar
E quando eu choro eu tenho soluços
E os soluços estragam minha garganta
E além disso eu uso lenços de papel
Eles se desfazem quando molham
Meus olhos ficam vermelhos e irritados
Eu ainda não comprei meus óculos escuros
Quando você me encontrar
Não fale comigo, não olhe pra mim
Eu posso chorar
Quando você me encontrar
Não fale comigo, não olhe pra mim
Eu posso chorar
E quando eu choro eu tenho soluços
E os soluços estragam minha garganta
E além disso eu uso lenços de papel
Eles se desfazem quando molham
Meus olhos ficam vermelhos e irritados
Eu ainda não comprei meus óculos escuros

terça-feira, 8 de maio de 2012

Entre as Ondas do Mar


Então ela desceu as pedras em direção à praia. Disse apenas que era hora, que voltaria naquele momento para seu mundo. Mais abaixo, as ondas quebravam e desenhavam inefáveis cortinas de fim de tarde no caminho que o olhar dela perseguia. O destino estava traçado, desde sempre, tudo aquilo estava pra acontecer, daquele único jeito. Trazia seu vestido de prata de finas contas transparentes, translucido, deixava antever seu corpo, pernas, peitos, ancas. Ultima visão que viraria memória pra sempre naquela urgente despedida de tão poucas linhas. Havia um mar infinito lá embaixo. Nesse fim de tarde o canto de Iemanjá se fazia ouvir límpido ao longe, as danças as quais não tive tempo de desfrutar ficarão para um dia de festa no futuro. A moça cruzou as pedras da barra e sumiu devagar em meio as ondas. Estava em casa.