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| Nina Simone |
"DAVE BOWMAN: You see, something's going to happen. You must leave. HEYWOOD FLOYD: What? What's going to happen? DAVE BOWMAN: Something wonderful" (2010: The Year We Make Contact)
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Para Futuras Histórias (conto)
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| Paul Almasy - Dancers |
Não parecia tão tarde da noite, mas naquele momento a música já havia parado. Ela não sabia se sentia-se tonta pelo excesso de vodka, ou pelas voltas que deram lembrando antigas músicas da época em que se conheceram, mas via flashes de luzes coloridas quando fechava os olhos: vermelhas, brancas, amarelas.
Abriu os olhos, mas não
conseguiu olhar para ele. Em um canto longe de todos, envoltos pelo silêncio, cada frase
solta, cada pergunta desencontrada parecia mexer cada nervo do corpo. As
falas e respostas dele a relaxavam e, ao mesmo tempo, a colocavam em um
estado de alerta total. O perigo estava ali, no abrigo, no afago, no lugar em
que estava, em sua teimosia poética de insistir em perder-se. No calor daquele abraço.
Seu coração já estava envelhecido,
foi prematuro. O dele pulsava, pronto para tomar o Álamo, mas todos sabemos, este
não caiu. De olhos bem abertos, sabiam, não falariam de amor. Ela não seria
devorada por si mesma novamente e ele recolheria seus mortos.
Desta noite guardariam apenas
o silêncio como mote para futuras histórias.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
The Brian Jonestown Massacre - Wisdom
"My love
Is
Like a flower
Daisies
Are
Always free"
Marcadores:
música,
The Brian Jonestown Massacre
Tudo Que Conseguia Lembrar (conto)
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| Hugues Erre |
No dia no qual que ela se sentiu
mais só, todas as verdades que trazia consigo no peito se esvaiam em lágrimas
discretas. No final da tarde, tentou voltar para casa e não conseguiu. Depois
de alguns momentos de hesitação na portaria de seu prédio, seguiu adiante.
Passou em frente a padaria, depois ao posto de gasolina, deteve-se na
floricultura, onde lhe ofereceram algumas margaridas. Declinou da oferta. Um
breve e forçado sorriso e continuou. Ao passar em frente a livraria quis tomar
um café, mas sabia que não o faria sem um cigarro, mais um, foram tantos durante
essa tarde. Melhor não. Quatro quadras a frente o bar estava abrindo. Foi a
primeira cliente, mesa de frente para porta, primeira bebida e direito de
escolher a primeira música do dia.
Algum tempo e várias doses depois, ao
decidir voltar para casa encontrou a luz da cozinha acesa e uma carta sobre a
mesa. Ele não voltaria. Despiu-se, deu comida ao gato que faminto entrelaçava-se
às suas pernas, pegou uma cerveja e afundou-se no sofá. Tentou lembrar de todas
as formas o que dera errado, mas só conseguia lembrar de quando vira o sorriso
dele pela primeira vez e de quando tudo parecia para sempre, até aquele
momento, em que seu gato já andando sobre seu peito, lhe reclamava um afago.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
O Maior Presente
Queria dar-lhe um
presente inesquecível. Pensava há tempos em ficar ali para sempre. Quem sabe
marcada na pele dele, indelével, em alto relevo, sensível ao toque. O mesmo toque,
que fazia as costas dela arrepiarem sempre.
Mas não hoje. Queria algo
para ele lembrar quando ela partisse, quando fizesse silêncio, estivesse alegre
ou triste. Não encontrou nada em nenhuma loja que chegasse perto de dizer o que
sentia.
Deixou-lhe de presente um
silêncio sem fim, arrematado com um beijo, do tamanho do amor que ela não podia
mais carregar consigo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
domingo, 27 de setembro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Mergulho (conto)
Letargia. Perdera a hora
e o trabalho hoje. Sabe-se lá mais o que perdera.
Cedo, derrubou o despertador no chão. As pilhas
rolaram para os lados. Os olhos semicerrados viam o caminho para a toalete, mas
essa não era a saída. Aliás, não sabia mais por onde seguir.
O celular tocou insistentemente, primeiro seu namorado. Logo depois, do trabalho. Não atendeu nenhum e o desligou.
Manhã alta, a
fresta de luz da janela lhe incomodava, apenas isso importava. Cobriu a cabeça
com o travesseiro, mergulhou no meio da cama.
Nunca mais se teve notícias dela.
Ollano - Latitudes (Air Remix)
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| Helena Noguerra (vocal) |
Versão bacana de Latitudes feita pelo Air. Irresistível voz de Helena Noguerra. A performance original pode ser conferida aqui: Ollano - Latitudes
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
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