"DAVE BOWMAN: You see, something's going to happen. You must leave. HEYWOOD FLOYD: What? What's going to happen? DAVE BOWMAN: Something wonderful" (2010: The Year We Make Contact)
sábado, 23 de julho de 2016
quinta-feira, 7 de julho de 2016
quinta-feira, 23 de junho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Navidad (reedição)
Reedição de um poema em prosa publicado aqui em 03 de julho de 2012.
Editei os parágrafos e alterei algumas palavras, como também, convidei a sedutora solitude de Edward Hooper para ilustrá-lo.
Espero que gostem.
Porém, o tempo nunca está a favor.
Editei os parágrafos e alterei algumas palavras, como também, convidei a sedutora solitude de Edward Hooper para ilustrá-lo.
Espero que gostem.
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| Edward Hopper |
Dentro de algum sonho esquecido, em
um apartamento ao qual nunca mais voltaria, no fundo de uma grande gaveta na
sala havia uma caixa de pequenas e intricadas coisas de fazer rir.
Um trancelim de barbantes de graça, uma caixa diáfana de cócegas
fáceis, um silêncio antes da risada e uma infinidade de pequeninos versos por
serem escritos.
Como o vento essas coisas se
foram para se tornarem outras, e se juntarem a sabores, fotos e lugares
imprevistos, visitados com delicadeza em dias de sol, sem que ninguém soubesse.
Praias desertas, outros sorrisos, colo e carinhos.
Ao Sol a vida pode voltar a
correr como a areia daquela praia secreta. Uma forma de espera, um aconchego, para
poder contar uma nova grande novidade.
terça-feira, 21 de junho de 2016
quarta-feira, 8 de junho de 2016
sábado, 4 de junho de 2016
Muhammad Ali (1942 - 2016)
sexta-feira, 3 de junho de 2016
sábado, 28 de maio de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
Uma Carta que Não Foi (conto)
Parei esse dia para te
escrever uma carta, uma dessas em que não cabe falar de amor. Tenho estado parado
todos esses dias, justo porque teu amor me faltou. Olhar insistentemente para o
telefone não é solução. Escrever, muito menos.
Ainda não sei se a
enviarei, se terminá-la talvez não sobreviva ao meu próximo suspiro, ou ao
engasgo de uma fala que meus amigos já não aguentam mais ouvir. Nem eu.
Não sei se teu cheiro, a
lembrança de minhas mãos entre tuas pernas, ou das janelas do carro embaçadas
numa rua qualquer onde nada parecia fazer mais sentido do que a entrega
desesperada dos lados escondidos de nossos corpos. Tudo que me faz as mãos
suarem enquanto escrevo.
Já vai muito tempo desde
então. Nesse tempo quis te colocar num conto e você queria me ver sumir.
Enfim, ambos escapamos,
que triste. Só para continuar a viver. Entrar na fila do próximo filme. Ter
mais uma resenha para começar a escrever e nunca terminar.
Não sei desenhar tão bem,
nem minha memória anda tão boa.
Essa
carta não seguirá.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
A Canção (conto)
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| Robert Doisneau, Le Muguet du Métro, 1953 |
Fim de tarde e seu ônibus
parou em um sinal no retorno do trabalho. Pela janela viu um casal jovem,
enamorado, sentados abraçados num banco de praça.
Pensou numa canção que falava
da paixão e seus riscos: encontros, desencontros e perdas. A mesma que
cantarolou muito tempo atrás, depois que um grande relacionamento seu tinha
acabado. Ela o fez em um momento quase sem intenção, como uma música de fundo
que só ela podia reconhecer, para um amante fugaz, assim também, em um banco de
praça.
Se lembrava que este reconheceu a música de pronto e completou o verso,
que na verdade, falava unicamente dela.
Terminaram ainda naquela semana. Não
houve nenhum sobressalto. Guardou esse momento para si, como também essa
canção.
Nunca mais a cantou para ninguém.
domingo, 1 de maio de 2016
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