segunda-feira, 21 de novembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Sonhos ao Café (conto)


Quase todos os dias, ao café, ele contava seus sonhos. Ela os ouvia, um tanto a contragosto,  mas meio curiosa.

Os dela porém, raros. Quase nunca os falava. Ficava em silêncio, não sabia serem imagens do seu futuro, ou de seu passado, que voltavam a lhe afligir como presente. Ou simplesmente, esquecimento.

Essas conversas terminavam quase sempre com os dois mudos. Seus olhares atravessando o inalcançável de cada um, esbarrando na parede branca por trás.

Um dia, devagar as mãos de ambos cruzaram a mesa, se tocaram, entrelaçaram os dedos de leve.

O toque delicado disse a eles tudo sobre o futuro.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

domingo, 16 de outubro de 2016

Pequeno Conto de Partida


Ainda podia vê-la em todos os cantos, impressa nas paredes, no angustiante ato de reconhecer familiaridades nas voltas que fazia a fumaça do cigarro. Também podia ouvi-la como ainda estivesse ali, andando pela casa, mesmo que fosse apenas o eco distante da batida da porta quando partiu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

The Red Drum Getaway

Quando Hitchcock encontra os vilões de Kubrick.


The Red Drum Getaway from Gump on Vimeo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

sábado, 23 de julho de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Navidad (reedição)

Reedição de um poema em prosa publicado aqui em 03 de julho de 2012.
Editei os parágrafos e alterei algumas palavras, como também, convidei a sedutora solitude de Edward Hooper para ilustrá-lo.
Espero que gostem.


Edward Hopper

Dentro de algum sonho esquecido, em um apartamento ao qual nunca mais voltaria, no fundo de uma grande gaveta na sala havia uma caixa de pequenas e intricadas coisas de fazer rir. Um trancelim de barbantes de graça, uma caixa diáfana de cócegas fáceis, um silêncio antes da risada e uma infinidade de pequeninos versos por serem escritos.

Como o vento essas coisas se foram para se tornarem outras, e se juntarem a sabores, fotos e lugares imprevistos, visitados com delicadeza em dias de sol, sem que ninguém soubesse. Praias desertas, outros sorrisos, colo e carinhos. 

Ao Sol a vida pode voltar a correr como a areia daquela praia secreta. Uma forma de espera, um aconchego, para poder contar uma nova grande novidade. 

Porém, o tempo nunca está a favor.