"DAVE BOWMAN: You see, something's going to happen. You must leave. HEYWOOD FLOYD: What? What's going to happen? DAVE BOWMAN: Something wonderful" (2010: The Year We Make Contact)
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Sonhos ao Café (conto)
Quase todos os dias, ao
café, ele contava seus sonhos. Ela os ouvia, um tanto a contragosto, mas meio curiosa.
Os dela porém, raros.
Quase nunca os falava. Ficava em silêncio, não sabia serem imagens do seu
futuro, ou de seu passado, que voltavam a lhe afligir como presente. Ou simplesmente, esquecimento.
Essas conversas
terminavam quase sempre com os dois mudos. Seus olhares atravessando o inalcançável
de cada um, esbarrando na parede branca por trás.
Um dia, devagar as mãos
de ambos cruzaram a mesa, se tocaram, entrelaçaram os dedos de leve.
O toque delicado disse a eles tudo sobre o futuro.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
terça-feira, 1 de novembro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
Pequeno Conto de Partida
Ainda podia vê-la em
todos os cantos, impressa nas paredes, no angustiante ato de reconhecer
familiaridades nas voltas que fazia a fumaça do cigarro. Também podia ouvi-la como ainda estivesse ali, andando pela casa, mesmo que fosse apenas o eco distante da batida da porta quando partiu.
domingo, 11 de setembro de 2016
sábado, 10 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
sábado, 23 de julho de 2016
quinta-feira, 7 de julho de 2016
quinta-feira, 23 de junho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Navidad (reedição)
Reedição de um poema em prosa publicado aqui em 03 de julho de 2012.
Editei os parágrafos e alterei algumas palavras, como também, convidei a sedutora solitude de Edward Hooper para ilustrá-lo.
Espero que gostem.
Porém, o tempo nunca está a favor.
Editei os parágrafos e alterei algumas palavras, como também, convidei a sedutora solitude de Edward Hooper para ilustrá-lo.
Espero que gostem.
![]() |
| Edward Hopper |
Dentro de algum sonho esquecido, em
um apartamento ao qual nunca mais voltaria, no fundo de uma grande gaveta na
sala havia uma caixa de pequenas e intricadas coisas de fazer rir.
Um trancelim de barbantes de graça, uma caixa diáfana de cócegas
fáceis, um silêncio antes da risada e uma infinidade de pequeninos versos por
serem escritos.
Como o vento essas coisas se
foram para se tornarem outras, e se juntarem a sabores, fotos e lugares
imprevistos, visitados com delicadeza em dias de sol, sem que ninguém soubesse.
Praias desertas, outros sorrisos, colo e carinhos.
Ao Sol a vida pode voltar a
correr como a areia daquela praia secreta. Uma forma de espera, um aconchego, para
poder contar uma nova grande novidade.
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