sexta-feira, 9 de setembro de 2016

The Red Drum Getaway

Quando Hitchcock encontra os vilões de Kubrick.


The Red Drum Getaway from Gump on Vimeo.

Um Outro Conto de Cthulhu (#Fora Temer)




Foi encontrado em 2934 nas ruínas da Cidade Esquecida de Brasília, remota capital política da América Latina Unida, um raríssimo artefato, conhecido na antiguidade da época da Internet física como HD Externo.

Uma equipe de ciber-trans-arqueólogos o encontrou sob diversas camadas de entulho de concreto e terra, no local que segundo antigos registros da Ancien-Ultra-Deep Web ficava o que era conhecido por Palácio do Planalto.

Segundo uma lenda sombria (transmitida oralmente através das gerações, com toda precaução e temor pelos povos daquela região pelos canais de comunicação chamados por eles de “redes sociais”) a hecatombe da Pan América Latina se deu quando um vampiro de medonha aparência cefalópode através de um golpe de estado-jurídico-mediático tomou o poder da próspera cidade Estado Autônoma e capital da Pan-República.

Depois que sua criptografia foi facilmente quebrada e seus dados acessados, revelaram-se as sórdidas e inenarráveis tramas e rituais de conjuração utilizados para efetuar a sórdida manobra de tomada do poder e possessão das frágeis mentes dos povos coxinha que habitavam preferencialmente as capitais das regiões autônomas, sobretudo perto das regiões litorâneas. 

Seriam eles Adoradores-do-Mar? Pescadores? Por que a aparente obsessão por torres em frente para o mar? Ninguém sabe ao certo. O que se sabe a partir de fragmentos de registro dessa paleo-internet é que sob o domínio mental do poderoso vampiro e de seus sacerdotes midiáticos, milhares destes antes pacatos condutores de carros SUV, como nunca antes esperado, se lançaram como zumbis às ruas. 

O caos depois disso foi tão avassalador que em pouco tempo nada mais existia da pacata vida anterior e somente um silêncio ignominioso restou para atravessar as eras e ser revelado agora por esses infelizes pesquisadores.

Dois dos quatro ciber-trans-arqueólogos, desapareceram misteriosamente durante as escavações. 
Outro foi terrivelmente assassinado em condições de absoluto mistério em sua casa meses depois. Encontrado na sala de jantar, retalhado por um cortador de pizza. 

O último, professor sênior da conceituada Universidade Paraperceará-Angola, enlouqueceu definitivamente após tentar divulgar as descobertas. Não conseguiu pois, teve um colapso nervoso e ficou maluco-de-pedra. O estranho artefato tinha desaparecido, todas essas informações foram conseguidas graças a recuperação de seu diário.

Está internado em um sanatório de segurança máxima da Rede Arkham-Pague Menos de Bem-Estar-Integral-da-Pessoa-Humana ou Quase-Humana. Incomunicável, apenas médicos e neuro-ciber-pesquisadores têm acesso à sua cela.

Há muito não fala mais coisa com coisa. Em meio a baba esverdeada apenas balbucia de tempos em tempos, como um mantra, a frase de sentido obscuro:

“Fora Temer”...

Richard Gibbs - The Storm and The Dead (Battlestar Galactica Theme)


Adama e Roslin

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

sábado, 23 de julho de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Navidad (reedição)

Reedição de um poema em prosa publicado aqui em 03 de julho de 2012.
Editei os parágrafos e alterei algumas palavras, como também, convidei a sedutora solitude de Edward Hooper para ilustrá-lo.
Espero que gostem.

Edward Hopper

Dentro de algum sonho esquecido, em um apartamento ao qual nunca mais voltaria, no fundo de uma grande gaveta na sala, havia uma caixa de pequenas e intricadas coisas de fazer rir. Um trancelim de barbantes de graça, uma caixa diáfana de cócegas fáceis, um silêncio antes da risada e uma infinidade de pequeninos versos por serem escritos.

Como o vento, essas coisas se foram para se tornarem outras, e se juntarem a sabores, fotos e lugares imprevistos, visitados com delicadeza em dias de sol, sem que ninguém soubesse. Praias desertas, outros sorrisos, colo e carinhos. 

Ao Sol, a vida pode voltar a correr como a areia daquela praia secreta. Uma forma de espera, um aconchego, para poder contar uma nova grande novidade. 

Porém, o tempo nunca está a favor. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

sábado, 4 de junho de 2016

Muhammad Ali (1942 - 2016)

A Lenda


Homenagem do blog ao gigante dos ringues e sua luta por um mundo menos injusto.
Em seu legado, além da poética de seu movimentos e da potência de seus golpes, nos deixa a precisão de suas palavras e atos contra o racismo, a desigualdade e a intolerância.
De lutadores assim o mundo precisa.




sábado, 28 de maio de 2016