Should we ride along?
We make it sound so easy
Got something to hide why
Things are different now
We want to have it all
Should we find it easy?
Can't escape the need to know
What the future holds
Waiting for the stars to align
"DAVE BOWMAN: You see, something's going to happen. You must leave. HEYWOOD FLOYD: What? What's going to happen? DAVE BOWMAN: Something wonderful" (2010: The Year We Make Contact)
quarta-feira, 24 de maio de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
A Coisa Certa
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| Edward Hopper - Room in Brooklyn |
Depois que todos saíram:
filhos, demais parentes e amigos, terminou de arrumar a casa. Algumas pequenas
coisas que ainda ficaram fora do lugar depois que se foram: umas poucas xícaras
de café, talheres, cadeiras.
Enfim, silêncio. Ficou
algum tempo à janela na sala mirando o horizonte de prédios, momento de rever
em segundos sua vida até ali, cada endereço, cada obstáculo vencido, cada
incerteza, decisão, algumas alegrias e umas tantas dores.
Seguiu para o quarto,
abriu o guarda-roupa, apenas um lado. Lá estavam as roupas dele nos cabides,
camisas, calças. Não seriam mais usadas, não mais por ele, pensou em doá-las,
era o certo. Mais uma decisão, dessa vez sozinha, como seriam as próximas de
sua vida sem ele.
Cansada, suspirou
profundamente e enfim, chorou de saudades.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
domingo, 29 de janeiro de 2017
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
No Chão da Praça (conto de Carnaval)
Sua inescapável beleza
foi o suficiente para encontrá-la na multidão. O imediato impulso foi ir até
você, desesperadamente pegar sua mão e falar qualquer bobagem (para a qual você
demonstrou pouco ou nenhum interesse em ouvir).
Definitivamente você não
estava a fim de me emprestar sua atenção, sua mão, nem tão pouco que eu a
seguisse, não ali, não naquele momento, talvez não outra vez. E assim se foi
espalhar seus encantos por todas as ruas e praças onde eu não estaria. Embora
arredia, bastou o segundo em que mirei seus olhos para entender porque não ficaríamos,
afinal era carnaval, além do suor, havia muito brilho, muitos braços e beijos a
se encontrar.
Talvez nos falássemos bem
mais tarde, ou no outro dia. Talvez a gente voltasse a se ver depois do
carnaval. Talvez nunca mais nos víssemos.
Em uma madrugada ainda
lhe liguei e você não atendeu, no outro dia o carnaval acabou.
Foi assim, que não
ouvimos juntos aquele frevo do Fausto Nilo e Moraes Moreira que lhe mostrara um
tempo atrás. Nem tão pouco nos deixamos levar pela parte quente que canta
Caetano.
No fim, mais uma estória
de Carnaval. Tudo vira inspiração para algum poeta compor um novo frevo que não
ouviremos juntos.
Mas depois de tudo, tenho
que confessar, foi a melhor fantasia de todo aquele dia.
E cá estou eu escrevendo, "você é que faz minha a vida variar".
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Aniversário de Diane Keaton
05 de janeiro, aniversário de Diane Keaton.
Para sempre Annie Hall na tela dos nossos olhos.
Para sempre Annie Hall na tela dos nossos olhos.
De brinde, a cena do Balcão:
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Woody Allen
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Um Outro Conto Sobre Leia (em memória de Carrie Fisher 1956-2016)
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| Leia e Han |
Havia tempo que se
prometiam um reencontro, assim, despretensioso, apenas os dois. Como se fosse
possível esconder algo deles mesmos e só falar sobre a vida. Depois de tanta
correria, tantos desencontros e distância, umas cervejas naquele bar onde se
viram pela primeira vez seria o ideal. Ideia dela, sempre dela, mas, porque
não?
Ela surgiu mais linda do
que nunca, havia cortado os cabelos, nunca a vira assim. “O tempo, e o pilates foram
generosos”. Disse para ele em meio a um sorriso confidente.
A conversa alegre e
fluída do início da noite foi sucedida por uma intensa euforia intercalada por alguns silêncios nos quais
olhavam para os lados, para os copos de cerveja, para as telas inertes dos
celulares, menos nos olhos um do outro.
Já se encaminhavam para o
momento que certamente falariam sobre eles e o real significado de estarem ali,
quando ele, sempre ele, mudou o rumo de tudo para comentar sobre a inesperada morte
de Carrie Fisher naquele dia. Fã de Star Wars, confessou que Princesa Leia
tinha sido sua primeira musa do cinema, ainda na infância lá na década de 1970,
algo que, pelo tempo que ela o conhecia, claro, já sabia. Ela lembrou que no
início ainda sentiu uma ponta de ciúmes, mas depois passou a ver com ternura
aquela paixonite atávica de criança que ele (ainda) trazia.
Chegou a hora de se despedirem.
Sabiam ambos que aquela janela seria única, não mais teriam oportunidade assim
de se verem. Já na rua, antes dela entrar no táxi eles se abraçaram. Já sob
evidente efeito das cervejas, ele disse para ela que ela havia sido sua própria
Leia Organa. Ela respondeu que sabia, pois para ela ele sempre seria de alguma
forma o seu Han Solo. Porém, como na continuação da saga, também não ficariam
juntos para sempre.
Ela lhe deu um beijo
perto da boca e partiu.
Leia se fora. Duas vezes em um mesmo dia.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Sonhos ao Café (conto)
Quase todos os dias, ao
café, ele contava seus sonhos. Ela os ouvia, um tanto a contragosto, mas meio curiosa.
Os dela porém, raros.
Quase nunca os falava. Ficava em silêncio, não sabia serem imagens do seu
futuro, ou de seu passado, que voltavam a lhe afligir como presente. Ou simplesmente, esquecimento.
Essas conversas
terminavam quase sempre com os dois mudos. Seus olhares atravessando o inalcançável
de cada um, esbarrando na parede branca por trás.
Um dia, devagar as mãos
de ambos cruzaram a mesa, se tocaram, entrelaçaram os dedos de leve.
O toque delicado disse a eles tudo sobre o futuro.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
terça-feira, 1 de novembro de 2016
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